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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar inicia a semana em estabilidade,
negociado ao redor de R$ 5,51
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Em dia de menor movimento, câmbio reflete avanço do IBC-Br

O par real/dólar abriu a segunda-feira (17) com movimentações laterais. No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$ 5,51, praticamente estável em relação ao encerramento de sexta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,2 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. Em dia de menor volume de operações por conta de feriado nos Estados Unidos, o mercado de divisas repercute o desempenho positivo do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em novembro, quando se acelerou em 0,69% ante outubro, em linha com as estimativas de analistas, cuja mediana apontava para aumento de 0,65%. Mais cedo, a Divisão Nacional de Estatísticas da China (NBSC) divulgou que o Produto Interno Bruto do país cresceu 4,0% no quarto trimestre do ano passado, acumulando crescimento de 8,1% em 2021, reforçando sinais de desaceleração do ritmo da atividade econômica. Em função dessa desaceleração, o Banco Central da China (PBoC) surpreendeu os mercados e reduziu sua taxa de empréstimo de médio prazo de 2,95% ao ano para 2,85% ao ano, de forma a estimular uma recuperação da demanda agregada. Vale notar, por fim, que autoridades do Federal Reserve entram em período de silêncio tendo em vista a reunião de política monetária da próxima semana.

Em uma manhã de pouca liquidez por conta do Feriado de Dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, os investidores ajustam suas posições cambiais e observam os poucos indicadores econômicos programados para o dia. Nesta manhã, o Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) voltou a crescer após quatro quedas seguidas, aumentando em 0,69% no mês de novembro. Este resultado veio em linha com as estimativas de analistas, cuja mediana apontava para aumento de 0,65%. No acumulado em 12 meses, a variação é positiva em 4,30%. Em que pese o crescimento mensal, pode-se observar um resultado inconsistente em 2021, com cinco variações mensais positivas e seis negativas.

Nesta manhã, também, o Banco Central divulgou o boletim Focus coletado na última sexta-feira (14), compilando as estimativas de analistas de instituições financeiras para os próximos anos e revelando um quadro, em geral, negativo. A mediana das 122 instituições respondentes aponta para uma ligeira piora da inflação em 2022 (de 5,03% na semana passada, para 5,09% nesta semana) e 2023 (de 3,36% para 3,40%), com estabilidade em 2024 e 2025 (3,00% para ambos). Para o Produto Interno Bruto, houve revisão para cima em 2022 (de 0,28% para 0,29%) e 2023 (de 1,70% para 1,75%), permanecendo inalteradas as estimativas de 2024 e 2025 (2,00% para ambos). Já para a taxa de câmbio em fins de dezembro, manteve-se o valor previsto para 2022 (R$5,60) e 2025 (R$5,40), enquanto se elevaram os valores previstos para 2023 (R$ 5,45 para R$ 5,46) e 2024 (R$ 5,39 para 5,40).

De uma forma geral, pode-se comentar que os agentes de mercado apostam em um ciclo longo de elevação da taxa básica de juros (Selic), que reduzirá significativamente o crescimento econômico em 2022, e levemente em 2023, mas que não terá sucesso em reduzir a taxa de inflação de imediato e falhará em trazer o índice IPCA para dentro da meta em 2022 – a margem máxima de tolerância é de 5,0% para o ano. A taxa de câmbio também deve operar em patamar significativamente mais elevado em 2022, por conta das incertezas políticas e da falta de credibilidade fiscal que o ano eleitoral pode trazer.

Por fim, é digno de nota que a Divisão Nacional de Estatísticas da China (NBSC) informou mais cedo que o PIB do país se expandiu a uma taxa de 8,1% no ano de 2021, em linha com a mediana das expectativas de analistas, que apontava para um acréscimo de 8,0% no período. Entretanto, no último trimestre, a aceleração foi de apenas 4,0%, dando sinais de que o crescimento chinês pode estar perdendo impulso. A segunda maior economia mundial está enfrentando uma queda abrupta dos investimentos em construção, face à crise no setor imobiliário, rompimentos e sobrecargas nas cadeias logísticas e de produção, em função dos confinamentos resultantes da política de “Covid zero” e desequilíbrios originados com a pandemia, e queda no consumo pessoal. Além disso, a variante ômicron e sua alta capacidade de contágio se apresentam como uma ameaça diante das festas de comemoração do Ano Novo Lunar, em duas semanas. Buscando estimular sua economia e recuperar o dinamismo econômico, o Banco Central Chinês (PBoC) surpreendeu os agentes do mercado e cortou sua principal taxa de juros, a taxa de empréstimo de médio prazo, de 2,95% ao ano para 2,85% ao ano.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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