O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar inicia a quinta em baixa,
cotado ao redor de R$ 5,41
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio ainda reflete comunicado de política monetária do Fed de ontem
e aguarda dados de atividade econômica dos EUA

O par real/dólar apresentava tendência de queda nas primeiras negociações desta manhã de quinta-feira (27). No momento da publicação deste texto, ele era cotado ao redor de R$5,41, variação de -0,6% frente ao encerramento de quarta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 97,1 pontos, ganho de 0,7% ante à véspera. O mercado de divisas continua repercutindo o comunicado de política monetária do Federal Reserve e a entrevista coletiva de seu presidente, Jerome Powell, largamente interpretado como uma postura firme da autoridade monetária americana no combate à inflação e que o Fed vai atuar conforme a necessidade para estabilizar os preços nos Estados Unidos. Hoje, será divulgado a primeira leitura para o crescimento do Produto Interno Bruto nos Estrados Unidos no quarto trimestre do ano passado, bem como os gastos com despesas pessoais no período, às 10h30min. No mesmo horário, o Departamento do Trabalho (DOL) atualiza o número de pedidos semanais de seguro-desemprego para o país.

Ontem, o FOMC decidiu manter inalteradas as taxas de juros dos fundos federais americanos no intervalo entre 0% e 0,25% e reforçou seus planos de encerrar seu programa de compra de ativos no mês de março, instrumento de estímulo à economia estadunidense implantado após a pandemia de Covid-19. Contudo, o que chamou a atenção de investidores é que o Comitê comunicou que “espera que em breve seja apropriado o aumento de juros”. O Fed e seu presidente, Jerome Powell, já afirmaram em diversas ocasiões que os reajustes de juros só se iniciariam após o fim do programa de compra de ativos, portanto a mensagem de hoje foi lida como um forte indício de que a primeira elevação nos juros ocorrerá em março. Ainda assim, a autoridade monetária não se comprometeu com nenhuma data e nem com uma trajetória particular para os reajustes, afirmando que é difícil prever como os dados econômicos irão se comportar e que essas decisões serão tomadas a cada reunião.

Em entrevista coletiva após o comunicado, Powell, apesar de não se comprometer nem com uma data de início nem com uma trajetória particular para os aumentos dos juros, foi explícito em sua avaliação das condições econômicas atuais: a recuperação econômica dos EUA é vigorosa, o mercado de trabalho está “apertado”, ou seja, com escassez de mão de obra, e a inflação está elevada e aparentemente se deteriorando. Assim, o foco do Comitê será em buscar a estabilização de preços e a conjuntura atual fornece amplo espaço para a atuação da instituição nesse sentido. O presidente do Fed notou que a economia atual é “bastante diferente” daquela em 2015, última vez que o banco central americano começou um processo de elevação de juros, o que permitiria, em tese, um ritmo de reajustes mais acelerado desta vez.

Se este comunicado e esta postura ampliam a flexibilidade do Federal Reserve em atuar diante dos diferentes contextos e cenários que possam surgir a cada reunião para decisão de política monetária, ela frustra aqueles que desejavam maior clareza da instituição a fim de reduzir a dispersão existente de análises e de visões sobre qual será o comportamento do Fed e de seu Comitê decisório ao longo do ano. Há significativa divergência de opiniões sobre quantos aumentos pode haver neste ano, qual deve ser a velocidade desses reajustes e qual deve ser o nível da taxa de juros ao final do processo de aperto monetário do FOMC.

Enquanto isso, o mercado de divisas acompanha as notícias de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, pretende sugerir ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que possibilite reduzir ou mesmo zerar impostos federais que incidem sobre combustíveis, energia elétrica e gás de botijão, além de formar um fundo para estabilização de preços desses produtos. Enquanto o Legislativo não retorna do recesso, Bolsonaro afirmou a apoiadores que não haveria compensação de receitas tributárias aos estados afetados pela medida, o que diminuiria seu potencial de aprovação.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho (DOL) americano informou que, na semana encerrada em 22 de janeiro, foram registradas 260 mil novas solicitações semanais de auxílio desemprego, ligeiramente abaixo da mediana das expectativas de analistas, que apontava para 265 mil novas solicitações. Nas quatro semanas anteriores, respectivamente, haviam sido registrados 290 mil, 231 mil, 207 mil e 200 mil – uma média de 247.000. A inesperada elevação na solicitação de benefícios se deve, provavelmente, à forte onda de casos de Covid-19 pela qual passa os EUA e tem causado ruptura em alguns setores produtivos. O fim do período de festividades também pode ter contribuído para a alta. Uma redução no ritmo de recuperação do mercado de trabalho pode influenciar o Federal Reserve a ser mais paciente no combate à inflação sem provocar contrações significativas no emprego, embora o presidente da instituição, Jerome Powell, afaste essa possibilidade no curto prazo.

Por fim, é digno de nota que o PIB americano se elevou a uma taxa anualizada de 6,9% no quarto trimestre do ano passado (ou a uma taxa de 1,62% ao trimestre), consideravelmente acima da mediana das estimativas dos analistas de mercado, que apontava para uma expansão anualizada de 5,7%. O forte crescimento da economia estadunidense foi um dos fatores destacados por Powell ontem na liberdade de atuação do Federal Reserve para combater as altas taxas de inflação no momento.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
image 27456
Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.