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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quarta em queda,
rompendo a barreira de R$ 5,25
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete bom desempenho das vendas no varejo em dezembro
e IPCA de janeiro

A taxa de câmbio apresentava leve tendência de baixa nas primeiras negociações desta quarta-feira (09). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$5,245, recuo de 0,3% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,4 pontos, variação de -0,2% em relação ao fechamento de terça-feira. O mercado de divisas repercute a aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,54% para janeiro, em linha com as estimativas de analistas, acumulando alta de 10,38% em 12 meses. Foi informado mais cedo, também, que o volume de vendas do varejo em dezembro de 2021 recuou apenas 0,1%, desempenho acima do antecipado, resultando em um saldo positivo para o ano de 1,4%.No cenário externo, a divisa americana apresenta movimentos laterais, em compasso de espera pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que serão divulgados amanhã. As expectativas é de que o indicador apresente nova alta no acumulado em 12 meses, de 7,0% para 7,3%, pressionando o Federal Reserve a ser contundente em seu aperto monetário ao longo de 2022 para buscar a estabilização de preços. O mercado futuro de juros indica que 70% dos agentes apostam em uma alta de 0,25 ponto percentual em março, ao passo que os 30% restantes acreditam em uma alta de 0,50 ponto percentual. Na agenda do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento virtual às 10h00min, enquanto a governanta do Federal Reserve, Michelle Bowman, profere discurso às 12h30min, e a presidenta do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, discursa às 14h00min.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA de janeiro se acelerou em 0,54%, em linha com as estimativas de analistas, cuja mediana apontava para um acréscimo de 0,55%. Assim, o acumulado em 12 meses registra alta de 10,38%. Contribuiu para este resultado o aumento em alimentação e bebidas (+1,11%), que gerou maior impacto no índice. Segundo explicou André Filipe Almeida, analista da pesquisa, “foi a alimentação no domicílio (1,44%) que influenciou essa alta. Mais do que a alimentação fora do domicílio, que desacelerou de 0,98% para 0,25%. Os principais destaques foram as carnes (1,32%) e as frutas (3,40%), que embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior”. É digno de nota, também, o recuo do grupo de transportes, único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a ter queda em janeiro, fruto da queda de passagens aéreas (-18,35%), da gasolina (-1,14%), do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%). Apenas o óleo diesel subiu no mês passado (+2,38%).

Na sequência, o IBGE publicou que o volume de vendas do comércio varejista recuou em 0,1% no mês de dezembro, superior às expectativas de analistas, cuja mediana apontava para uma queda de 0,6% no mês. Desta forma, o saldo acumulado de 2021 foi positivo em 1,4%, quinto ano consecutivo de crescimento e próximo ao desempenho de 2020 (+1,2%) e 2019 (+1,8%). Entretanto, o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, alerta que o desempenho ao longo do ano não foi uniforme, com um crescimento de 6,7% no primeiro semestre seguido de queda de 3,0% no segundo semestre. “Como o primeiro semestre de 2020 foi marcado pelo início da pandemia de Covid-19 no Brasil, com o fechamento do comércio durante vários meses em boa parte do país, a base de comparação para o primeiro semestre de 2021 era baixa e, portanto, o crescimento nesse período era esperado. Já a segunda metade de 2020 foi marcada pela retomada das atividades [do comércio], enquanto que o mesmo período de 2021 não teve tanta força para o volume de vendas no varejo”, explicou.

No exterior, o cenário permanece de otimismo moderado, com índices acionários, commodities e moedas emergentes apresentando desempenho positivo. Entretanto, uma reversão desse contexto é esperada amanhã, quando o dado de inflação para o consumidor for divulgado nos Estados Unidos, devendo ampliar as expectativas de aperto monetário pelo Fed e, possivelmente, fortalecer a moeda americana.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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