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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a sexta em queda,
cotado logo acima de R$ 5,15
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete otimismo com a situação geopolítica entre Rússia e Ucrânia

O par real/dólar apresentava tendência de baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (18). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,15, recuo de 0,4% em relação ao encerramento de quinta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,8 pontos, praticamente estável ante à véspera. O mercado de divisas apresenta ligeiro otimismo e apetite por ativos arriscados em que pese a continuidade das tensões ao longo da fronteira entre Rússia e Ucrânia. Contribuiu para o alívio dos agentes o anúncio de ontem à noite de que o secretário de Estado americano, Anthony Blinken, irá se encontrar na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, contanto que não haja uma invasão russa. Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente de desrespeitar um acordo de cessar-fogo na região de Donbas, no leste ucraniano, com centenas de explosões sendo registradas nas últimas 24 horas. A agenda do dia está esvaziada, com destaque para falas de representantes do Federal Reserve (Fed), como do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, às 11h15min, do membro do Conselho de Governadores, Christopher Waller, às 12h45min, do presidente do Fed de New York, John Williams, às 13h00min, e da membra do Conselho de Governadores, Lael Brainard, às 15h30min.

O clima de beligerância continua se agravando entre Rússia e Ucrânia, com a blitz diplomática entre vários países do Ocidente e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) inábeis em produzir uma redução concreta das hostilidades. Ontem, a Rússia expulsou o segundo maior diplomata dos Estados Unidos em seu país, vice-chefe de Missão Bart Gorman. Segundo comunicado à imprensa, o Kremlin expulsou o diplomata em retaliação à decisão americana de não renovarem o visto de um “ministro conselheiro” de sua embaixada nos EUA, sem oferecer mais detalhes, forçando sua substituição. O Departamento de Estado estadunidense, por sua vez, chamou a medida de “sem motivo”. Segundo relatos de imprensa, a expulsão ocorreu semana passada, mas só foi tornada pública ontem. Enquanto isso, o exército russo programa para amanhã a realização de exercícios militares no Mar Negro, ao sul da Ucrânia, para testar a “confiabilidade do armamento das forças convencionais e nucleares estratégicas”. O comunicado afirma que o exercício será acompanhado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e, possivelmente, pelo presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, a depender da agenda.

Ainda ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou a Rússia de estar simulando um confronto falso para justificar uma invasão ao território ucraniano. “Todos os indicativos são de que eles estão preparados para invadir e atacar a Ucrânia. (...) [O risco de invasão) é muito alto”, afirmou Biden. O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, discursou em encontro na Organização das Nações Unidas (ONU) para debater a crise entre Rússia e Ucrânia, apresentando os cenários que a inteligência americana considera como mais prováveis em que Moscou justificaria uma invasão. “Pode haver um evento violento, ou uma acusação ultrajante que a Rússia faria à Ucrânia”, declarou Blinken. “Pode ser fabricado um assim-chamado atentado terrorista à bomba dentro da Rússia, a invenção de uma cova coletiva, um ataque coreografado de um drone a alvos civis, ou um ataque falso – ou até verdadeiro – usando armas químicas. A Rússia pode descrever isto como uma limpeza étnica, ou um genocídio”, continuou. O Vice-ministro das relações exteriores russo, Sergei Vershinin, condenou os comentários do secretário americano, afirmou que eles eram lamentáveis e perigosos e reafirmou que os soldados russos estavam retornando às suas bases. O país eslavo oriental ainda distribuiu uma carta endereçada ao Conselho de Segurança da ONU em que acusa as autoridades ucranianas de exterminar os civis russos no leste.

Na Ucrânia, a situação é igualmente tensa, com uma elevação do número de violações ao acordo de cessar-fogo registrado pela Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE). Nas últimas 24 horas, a Organização registrou 591 violações entre as regiões independentes de Luhansk e Donetsk, das quais 316 foram explosões. Ontem, repercutiu nos mercados financeiros a imagem de uma creche atingida por um morteiro em uma cidade próxima a Luhansk. Contudo, os agentes do mercado demonstram otimismo com uma possível resolução pacífica do conflito após Anthony Blinken aceitar um convite para um encontro na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, contanto que não haja uma invasão russa.

É digno de nota, também, a crítica do Departamento de Estado americano às falas do presidente da República, Jair Bolsonaro, após o presidente prestar solidariedade à Rússia em visita oficial nesta semana. “O momento em que o presidente do Brasil se solidarizou com a Rússia, enquanto as forças russas estão se preparando para potencialmente lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ter sido pior. Isso mina a diplomacia internacional destinada a evitar um desastre estratégico e humanitário, bem como os próprios apelos do Brasil por uma solução pacífica para a crise”, afirmou, em nota, o departamento. “Vemos uma narrativa falsa de que nosso engajamento com o Brasil em relação à Rússia envolve pedir ao Brasil que escolha entre os Estados Unidos e a Rússia. Esse não é o caso. A questão é que o Brasil, como um país importante, parece ignorar a agressão armada por uma grande potência contra um vizinho menor, uma postura inconsistente com sua ênfase histórica na paz e na diplomacia”, prosseguiu o comunicado.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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