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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio abre a quinta em estabilidade,
cotado ao redor de R$ 5,09
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Mercados ainda ressoam os ajustes de taxas de juros do Copom e do Fed de ontem

O par real dólar apresentava movimentos laterais nas primeiras negociações desta quinta-feira (17). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 5,095, variação marginal de +0,06% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 98,3 pontos, recuo de 0,3% em relação ao término de quarta. O mercado de divisas repercute as decisões de política monetária dos Bancos Centrais do Brasil (BC) e dos Estados Unidos na tarde de ontem. O Federal Reserve aumentou sua taxa referencial em 0,25 ponto percentual e sinalizou mais seis aumentos de igual magnitude em seis reuniões restantes neste ano, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu a taxa básica de juros (Selic) em 1,0 ponto percentual e indicou novo reajuste de igual valor na próxima reunião, em maio. Hoje, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia atualizará os parâmetros macroeconômicos utilizados nas previsões oficiais do setor público, como a programação orçamentária do governo, às 09h30min, enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro, deve realizar reunião com os ministros que sairão de seu governo para concorrer às eleições a fim de definir as substituições e um calendário de programas a serem lançados que possam impulsionar sua candidatura à reeleição. Por fim, é digno de nota que o BC informou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de janeiro se contraiu em 0,99%, retração mais forte que a antecipada por analistas, cuja mediana apontava para uma variação de -0,25%.

A guerra entre Rússia e Ucrânia entra em sua quarta semana com poucos avanços e muitas perdas para ambos os lados: a feroz resistência ucraniana não cede território aos russos, que cercam as cidades de seu vizinho, cortam a entrada de suprimentos e a submetem a uma intensa barragem de artilharias, mísseis e bombas. Enquanto isso, as conversas diplomáticas avançaram para o quarto dia consecutivo, sinalizando que deve haver algum progresso nas tratativas. O jornal Financial Times relatou nesta manhã que um rascunho de 15 pontos de compromissos foi desenhado e envolve a posição de neutralidade da Ucrânia, ou seja, a promessa de não fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte e a proibição de recebimento de bases e armamento estrangeiro em seu território. Contudo, nada é oficial ainda e as negociações prosseguem.

O mercado de divisas ainda deve repercutir a decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC) elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, da faixa entre 0,0% e 0,25% a.a. para 0,25% a 0,50% a.a. Apenas um membro do FOMC, James Bullard, discordou da medida adotada, pois julgava apropriado um aumento de 0,50 ponto percentual. Além disso, a divulgação das projeções econômicas sinalizou que 12 dos 16 integrantes do Comitê visualizam no mínimo uma alta de mesma magnitude a cada uma das seis reuniões restantes neste ano – a mediana da taxa de juros se situou em 1,9% em 2022 e 2,8% em 2023. Como de praxe, Powell reforçou que os dados econômicos disponíveis a cada reunião serão determinantes para cada decisão. “A maneira como estamos pensando sobre isso é que toda reunião é uma reunião tem potencial para uma decisão de reajuste de juros. Vamos analisar condições em evolução e se concluirmos que seria apropriado agir mais rapidamente para remover as acomodações então é o que faremos”, declarou Jerome Powell, presidente do Fed.

Projeção da taxa de juros vista como apropriada pelo integrantes do FOMC ao longo do tempo
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Fonte: Federal Reserve.

Questionado sobre os efeitos colaterais de uma política monetária recessiva, Powell buscou atenuar essas preocupações, afirmando que os riscos de uma recessão em neste ano ou no próximo são reduzidos, em função da robustez do crescimento econômico americano e do aquecimento do mercado de trabalho, isto é, com taxas de desemprego bastante reduzidas.

Por fim, ontem, o Copom elevou a taxa básica de juros (Selic) de 10,75% para 11,75% ao ano, mantendo sua trajetória de aperto monetário significativo a fim de recuperar a estabilidade de preços no país. Para a próxima reunião, em 3 e 4 de maio, o Comitê sinalizou um novo reajuste da mesma magnitude, apesar de destacar a incerteza existente na atual conjuntura. O BC destacou que o contexto internacional se deteriorou substancialmente, resultando em novos choques de oferta de algumas commodities e que exigirão o avanço da Selic em território “ainda mais” contracionista. “O Copom avalia que o momento exige serenidade para avaliação da extensão e duração dos atuais choques. Caso esses se provem mais persistentes ou maiores que o antecipado, o Comitê estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário", afirmou a autarquia em comunicado.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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