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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio começa o mês em baixa,
cotado ao redor de R$ 4,715
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Dólar deve refletir dados de emprego nos Estados Unidos e expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve

A taxa de câmbio apresentava tendência de queda nas primeiras negociações desta sexta-feira. No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 4,715, variação de -1,0% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 98,5 pontos, avanço de 0,2% frente ao encerramento de quinta-feira. O movimento do primeiro pregão do mês deve repercutir a divulgação do relatório da situação de emprego nos Estados Unidos, que mostrou que a taxa de desemprego para o país no mês de março ficou em 3,6%, apenas 0,1 ponto percentual acima do patamar pré-pandemia. O mercado de trabalho aquecido e com baixa oferta relativa de mão de obra estimula o debate de que o Federal Reserve (Fed) necessita adotar um ciclo de aperto monetário mais restritivo a fim de reduzir a demanda agregada e buscar a estabilidade de preços, adotando altas de 0,50 ponto percentual para sua taxa de juros, algo pouco usual para suas decisões de política monetária. No Brasil, a produção industrial do mês de fevereiro surpreendeu e aumentou 0,7%, acima da mediana das estimativas de analistas, que esperavam um crescimento de 0,3%. Na agenda do dia, cabe destaque à atualização do indicador ISM de atividade industrial para os Estados Unidos, às 11h00min, com leitura prevista em 59,0 pontos.

Nesta manhã, o relatório da situação de emprego dos Estados Unidos trouxe resultados que revelam um mercado de trabalho aquecido e com carência de mão de obra que o esperado por analistas. Embora a criação de empregos tenha sido um pouco abaixo da mediana das estimativas de analistas para o mês de março – 431 mil empregos criados, versus uma expectativa de 490 mil –, os números de fevereiro foram revisados para cima, de 678 mil para 750 mil. Além disso, a taxa de desemprego para março se reduziu para 3,6% ante uma estimativa mediana de 3,7%, apenas 0,1 p.p. do valor registrado em fevereiro de 2020, antes da Organização Mundial da Saúde decretar estado de pandemia para a Covid-19. A remuneração média da hora trabalhada também se acresceu levemente acima do estimado, acumulando uma alta de 5,6% em doze meses. A dificuldade de contratação de trabalhadores pelas empresas estadunidenses e a consequente elevação da remuneração média acaba resultando em uma fonte adicional de pressão aos índices inflacionários do país, o que leva os analistas a aumentarem suas apostas de que o Fed necessitará ser mais agressivo em seu aperto monetário e adotar em uma ou mais ocasiões um reajuste de 0,50 ponto percentual na taxa primária de juros do país, algo pouco usual em sua história.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial de fevereiro se elevou em 0,7%, após recuo de 2,2% de janeiro. O resultado foi superior ao da expectativa de analistas, cuja mediana apontava para um avanço de 0,3% no período. O setor ainda se encontra 2,6% abaixo do patamar pré-pandemia, acumula queda de 5,8% em 2022, mas um crescimento de 2,8% em 12 meses. O avanço da produção foi observado em 16 dos 26 ramos pesquisados, sendo que as maiores contribuições ao índice vieram das indústrias extrativas e de produtos alimentícios.

Por fim, é importante relatar que a inflação na zona do euro atingiu 7,5% no mês de março, um novo recorde, com uma perspectiva de piorar ainda mais nos próximos meses. Este resultado foi significativamente acima da mediana das estimativas de analistas, de 6,6%, à medida que a guerra entre Rússia e Ucrânia continua pressionando o preços de diversas commodities, especialmente as energéticas. Os investidores aguardam, agora, uma mudança de posicionamento do Banco Central Europeu (BCE), que tem insistido na visão de que a aceleração de preços persistente e disseminada possui raízes em choques de oferta e que deve se reduzir de forma rápida no futuro, não sendo apropriado um aumento de juros neste momento. Analistas temem que o BCE esteja lendo equivocadamente a conjuntura e que um aperto monetário seja necessário para evitar que a inflação se torne muito prolongada. Já os economistas da instituição insistem que não querem causar uma recessão econômica erroneamente e que ainda não há dados econômicos que justifiquem esse posicionamento.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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