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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quarta estável,
cotado ao redor de R$ 4,675
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete elevada inflação externa
e dados positivos do varejo brasileiro

A taxa de câmbio oscilava ao redor de seu valor de fechamento nas primeiras negociações desta quarta-feira (13). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 4,675, praticamente estável em relação ao encerramento de terça-feira. Já o dollar index continua em forte apreciação e caminha para seu décimo pregão seguido de alta, cotado ao redor de 100,4 pontos, variação de +0,1% ante à véspera e o maior valor para o DXY desde 23 de abril de 2020. O mercado de divisas deve acompanhar a assembleia de acionistas da Petrobras desta quarta-feira, que deve aprovar os nomes indicados pelo governo à presidência executiva e à presidência do conselho da companhia, respectivamente, José Mauro Ferreira Coelho e Marcio Andrade Weber. Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de vendas do varejo surpreendeu e cresceu 1,1% em fevereiro, acima do antecipado. No exterior, as pressões inflacionárias continuam em foco, após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) em seu maior nível em quatro décadas, nos Estados Unidos, e na máxima em três décadas, no Reino Unido. Há uma leitura majoritária de que os bancos centrais mundo afora precisarão reagir com fortes apertos monetários, o que, por sua vez, causará uma redução das taxas de crescimento global.

A trajetória de fortalecimento da divisa americana perante as demais moedas persiste na sessão de hoje, após o dollar index ter atingido o maior patamar em dois anos, 100,5 pontos durante o dia. Ontem, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS) divulgou que o CPI registrou uma alta de 8,5% no acumulado em 12 meses, o maior valor para o índice desde dezembro de 1981. Hoje, o BLS publicou que Índice de Preços ao Produtor (PPI) se acelerou em 1,4% no mês de março, acima das estimativas de analistas, cuja mediana apontava para um crescimento de 1,1%. No acumulado em 12 meses, o PPI se elevou em 11,2%, também acima da mediana antecipada de 10,6%. Tanto a elevação mensal como o acumulado em 12 meses são os maiores valores da série histórica, com início em 2010. Ao mesmo tempo, no Reino Unido, o Departamento de Estatísticas Nacionais (ONS) registrou que o CPI local se acelerou em 1,1% no mês de março, a maior alta mensal da série histórica, com início em 1988. No acumulado em 12 meses, o indicado se acresceu em 7,0%, maior patamar desde março de 1992.

Os índices de preços estão apresentando leituras recordistas em diversos países devido aos desequilíbrios nas cadeias produtivas e logísticas globais experimentados após a pandemia de Covid-19 e que foram agravados pelos choques de oferta causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Em meio às pressões no custo de vida de suas populações, as autoridades monetárias estão sendo compelidas a adotar políticas econômicas restritivas que suavizem as taxas inflacionárias, mas que, inevitavelmente, causarão uma redução das taxas de crescimento de suas economias.

Índice de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) acumulado em 12 meses nos Estados Unidos
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Fonte: Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de vendas no varejo se ampliou em 1,1% no mês de fevereiro, significativamente acima das estimativas de analistas, cuja mediana apontava para um aumento de 0,1% no período. No ano, o varejo acumula pequena variação de -0,1%, porém cresce +1,7% no acumulado em 12 meses. Seis dos oito setores pesquisados tiveram taxas positivas em fevereiro. Embora o setor de livros, jornais, revistas e papelaria tenha crescido 42,8%, os maiores impactos ao indicador vieram de combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%). Segundo afirmou, em nota, o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, “no caso de tecidos, vestuário e calçados, o crescimento ocorreu após uma alta de 4,0% em janeiro. Foi uma atividade que não teve um Natal muito bom, com uma queda de 5,6% em dezembro. Mas em janeiro, as empresas fizeram promoções muito fortes que se estenderam até fevereiro e contribuíram com esse resultado. Já móveis e eletrodomésticos, que desde junho do ano passado não crescia, teve uma retomada com a série de promoções feitas pelas empresas. No caso de combustíveis, pela primeira vez, nos últimos 12 meses, não há uma pressão inflacionária tão clara para essa atividade”.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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