
Fechamento de Câmbio
Dólar recua com expectativas por avanços no Oriente Médio, mas cenário eleitoral limita queda

- Moedas
O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente. Faça seu download. →
By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar operava em tendência de elevação nas primeiras negociações desta quinta-feira (28). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 5,01, variação de +0,8% ante à véspera. Já o dollar index continua em uma escalada histórica, cotado ao redor de 103,8 pontos, alta de 0,9% em relação ao fechamento de ontem e em um patamar não atingido há vinte anos. O mercado de divisas deve repercutir a profusão de dados econômicos desta quinta e o contínuo fortalecimento da moeda americana no mercado internacional. O dia começou com a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de abril, que se elevou em 1,41%, abaixo das estimativas de analistas. Na sequência, divulgou-se o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de março, que aumentou em espantosos 3,13% no mês. Ainda hoje, serão publicados a nota de crédito de fevereiro (atrasada) pelo Banco Central, os dados de arrecadação e de dívida federal e os números de empregos formais do Caged. Nos Estados Unidos, é digno de destaque a atualização das solicitações semanais de auxílio-desemprego e a atualização do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre. A grande notícia, porém, é a vigorosa escalada do dólar, que atingiu uma marca não alcançada desde 19 de dezembro de 2002, em função da liderança do Federal Reserve no processo de reajuste de juros quando comparado aos bancos centrais das outras moedas consideradas portos-seguros, a saber, o iene, o euro e o franco suíço.
A divisa americana se mantém em forte rali há seis pregões consecutivos, acumulando alta de 3,3% no período perante outras moedas de países avançados, em especial o euro e o iene. Hoje, a cotação para um dólar rompeu o patamar de 130 ienes pela primeira vez desde 2002 após o Banco Central do Japão (BoJ) reafirmar seu compromisso com um programa de estímulos econômicos massivos e com a promessa de manter suas taxas de juros em níveis ultrabaixos mesmo diante de um Fed que deve realizar uma contração monetária rígida. A discrepância de estratégias entre os bancos centrais promove um rápido redirecionamento de fluxos de capitais do Japão para os Estados Unidos, o que resulta em um enfraquecimento intenso da divisa japonesa.
A terra do sol nascente não enfrenta desafios inflacionários no momento – seu índice de preços ao consumidor acumulado em 12 meses está em apenas 0,9%, o que justificaria a postura mais flexível de sua autoridade monetária. O mesmo não pode ser dito do Banco Central Europeu (BCE), que vê suas taxas de inflação nos maiores patamares em décadas, porém resiste em contrair suas condições financeiras e insiste em manter políticas de estímulo econômico, o que também provoca o enfraquecimento do euro frente ao dólar. Há de se considerar, por outro lado, que a Europa está diretamente exposta aos choques econômicos, humanos e de segurança militar provocados pela invasão russa, o que estimula uma postura mais cautelosa por parte do BCE.
É importante ressaltar, ainda, que Pequim determinou o fechamento de escolas e alguns espaços públicos nesta quinta em uma mais tentativa de evitar que a capital do país sofra um confinamento rígido como Xangai. Além disso, quase todos os seus 22 milhões de habitantes participaram de uma testagem em massa para identificar e isolar apenas áreas (distritos) com a presença do vírus. Uma análise pelo banco Nomura estimou que 46 cidades chinesas se encontram em confinamento parcial ou total neste momento, afetando um total de 343 milhões de pessoas. Entre elas se encontra Xangai, com 25 milhões de habitantes isolados há um mês e enfrentado escassez de alimentos e outros bens básicos. Tamanha rigor no combate a uma variante extremamente contagiosa traz muito pouco benefícios e custos extremamente elevados, o que deve agravar desequilíbrios nas cadeias logísticas e de produção industrial em âmbito global.
Por fim, nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-M de abril aumentou em 1,41%, abaixo da aceleração de 1,74% de março e das estimativas de analistas, cuja mediana apontava para elevação de 1,70%. O indicador acumula avanço de 6,98% em 2022 e de 14,66% em 12 meses. Segundo o coordenador da pesquisa, André Braz, o aumento menor do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi o responsável pelo resultado levemente mais brando em abril. “Importantes commodities agrícolas contribuíram para o arrefecimento da inflação ao produtor cuja variação passou de 2,07% em março para 1,45% em abril. Soja, milho e café, grãos que respondem por 13% do IPA, apresentaram queda média de 7,3% e contribuíram para o recuo de 1 ponto percentual na taxa do IPA. A desaceleração só não foi mais expressiva, dado o aumento dos preços do Diesel (14,70%), da gasolina (11,29%) e dos adubos/fertilizantes (10,45%), que responderam por 60% da inflação ao produtor”. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPP de março cresceu em 3,13%, acumulando ganhos de 18,31% nos últimos 12 meses. Chamado de “índice de porta de fábrica”, o indicador busca medir os custos de produção sem impostos nem fretes. Segundo o gerente da pesquisa, Manuel Campos, as maiores influências vieram de refino de petróleo e biocombustíveis (1,23 p.p.), alimentos (0,71 p.p.), indústrias extrativas (0,61 p.p.) e outros produtos químicos (0,57 p.p.). “Essas quatro atividades responderam por 3,12 p.p, praticamente todo o índice”.

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.
É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.
© 2026 StoneX Group, Inc.
Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Dólar recua com expectativas por avanços no Oriente Médio, mas cenário eleitoral limita queda


Câmbio deve refletir cenário geopolítico enquanto aguarda pelo Copom


Real recua com queda dos preços do petróleo e temor de novas sanções americanas

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.
Confiança
Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.
Transparência
Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.
Especialização
Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.