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Câmbio deve refletir dados de emprego nos EUA

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar alternava perdas e ganhos nas primeiras negociações desta terça-feira (10). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 5,15, praticamente estável frente ao encerramento de segunda-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 103,7 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. O mercado de divisas repercute a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que o Banco Central (BC) sinaliza que deve interromper seu ciclo de elevações à taxa básica de juros (Selic) em junho tanto por considerar que já realizou um processo “intenso e tempestivo” como por interpretar que não houve tempo suficiente para que esses aumentos se manifestem sobre a inflação. Os receios de analistas é de que esta interrupção ocorra em um momento em que a inflação sofra aceleração por novos choques de custos, tal como uma desvalorização cambial intensa ou uma elevação nos preços de combustíveis. No exterior, o cenário cada vez mais improvável de sanções à importação de petróleo russo pela União Europeia recuperou parcialmente o apetite por riscos de investidores, beneficiando o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes. Por fim, é digno de nota que as vendas do comércio varejista no Brasil subiram pelo terceiro mês consecutivo em março, com avanço de 1,0%. Na agenda do dia, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa de evento às 09h00min, o presidente do Federal Reserve (Fed) de New York, John Williams, palestra às 08h40min, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, discursa às 09h30min e às 20h00min, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, e o membro do Conselho de Governadores do Fed, Christopher Waller, concedem discurso às 14h00min, o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, discursa às 14h20min, e a presidenta do Fed de Cleveland, Loretta Mester, profere palestra às 16h00min.
O dólar negociado no mercado interbancário operava sem tendência definida nas primeiras operações da manhã desta terça-feira, refletindo tanto um cenário externo mais otimista e com maior apetite por riscos, como uma ata do Copom que põe freio às expectativas de altas de juros no Brasil. Nesta manhã, o documento do Comitê de Política Monetária descreve que “ciclo de aperto monetário corrente foi bastante intenso e tempestivo e que, devido às defasagens de política monetária, ainda não se observa grande parte do efeito contracionista esperado bem como seu impacto sobre a inflação corrente”. Chama a atenção que a ata removeu as menções sobre um “viés altista” para a assimetria de riscos para a inflação, em uma sugestão de que a autoridade monetária pode crer que a aceleração de preços possa estar em seu ápice. Também é digno de nota que o Copom sugeriu que, mas não especificou se, os aumentos para a Selic se encerrarão em junho, descrevendo que “o Comitê optou, então, por sinalizar, como provável, uma extensão do ciclo, com um ajuste de menor magnitude na próxima reunião. Tal estratégia foi considerada a mais adequada para garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos, ao mesmo tempo que reflete o aperto monetário já empreendido, reforça a postura de cautela da política monetária e ressalta a incerteza do cenário”.
No exterior, após o dólar atingir seu maior valor em duas décadas, o mercado de divisas realizava um movimento de correção e realização de lucros, com apetite por riscos ligeiramente maior. O panorama mais fundamental, entretanto, não se modificou substancialmente, e os três grandes pilares de sustentação da divisa americana permanecem sólidos, a saber, um processo de forte aperto monetário liderado pelo Federal Reserve em relação a outros bancos centrais desenvolvidos, a guerra entre Rússia e Ucrânia e seus impactos na disponibilidade de commodities e as políticas de tolerância zero da China contra a Covid-19 e suas consequências econômicas no país e nas cadeias de suprimento globais.
Por fim, vale mencionar que o volume de vendas no varejo no Brasil aumentou em 1,0% no mês de março, acima das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para um crescimento de 0,4% no período. Na comparação com março de 2021, o varejo avançou 4%. O comércio acumula elevação de 1,9% nos 12 meses até março. De fevereiro para março, as vendas do comércio avançaram em seis das oito atividades pesquisadas, com destaque para equipamentos e material para escritório informática e comunicação (+13,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (+4,7%), enquanto tiveram queda artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,9%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).

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