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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar inicia o dia em queda,
cotado ao redor de R$ 4,95
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Câmbio deve reagir a divulgação de indicadores econômicos nacionais

A taxa de câmbio operava em queda nas primeiras operações desta quinta-feira (19). No momento da publicação deste texto, ela era negociada ao redor de R$ 4,95, variação de -0,6% ante à véspera. Já o dollar index apresentava forte recuo e era cotado ao redor de 103,3 pontos, queda de 0,5% em relação ao encerramento de quarta-feira. O mercado de divisas deve experimentar mais um dia de intensa volatilidade, em meio à uma confiança mista entre os investidores quanto ao cenário de negócios. No Brasil, o dia começou com a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) para o segundo decêndio de maio em 0,39%, com forte redução dos preços aos produtores. Além disso, o Ministério da Economia atualizará às 14h30min suas projeções oficiais para os indicadores econômicos relevantes ao Orçamento, como aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação para 2022 e 2023. No exterior, a dinâmica é majoritariamente pessimista e de aversão aos riscos, frente a receios de que a redução do crescimento econômico e a aceleração inflacionária serão maiores que o antecipado e podem lançar o mundo em uma recessão. Na agenda do dia, o Banco Central Europeu (BCE) divulga a ata de sua última reunião de política monetária às 08h30min, o Departamento do Trabalho (DOL) dos Estados Unidos atualiza as solicitações semanais de seguro-desemprego no país às 09h30min, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento às 10h00min.

O dólar negociado no mercado interbancário operava em firme queda na manhã desta quinta-feira mesmo diante de um cenário internacional cauteloso e de um movimento consolidado de vendas nos mercados acionários. Há uma consolidação de expectativas de que o ambiente de negócios globais será impactado por uma aceleração de preços mais intensa, disseminada e persistente que o antecipado, o que exigirá um rígido aperto monetário pelos bancos centrais das grandes economias e que, por consequência, provocará uma significativa desaceleração econômica mundial. Pode ter auxiliado o bom desempenho da moeda brasileira o arrefecimento da segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que registrou aumento de 0,39% frente a um crescimento de1,41% no fim de abril. Contribuiu para a forte queda do indicador a desaceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador e registrou variação de +0,38%.

A Secretaria de Planejamento Econômico do Ministério de Economia deve manter suas projeções oficiais de crescimento econômico em 1,5% para 2022 e 2,5% para 2023, segundo a agência de notícia Reuters. A Secretaria acredita, segundo a reportagem, que a melhora no emprego e o aumento do investimento privado deve impulsionar um aumento superior do PIB que o esperado pelos analistas atualmente. A maior parte das expectativas de mercado é de crescimento igual ou abaixo de 1,0% tanto para 2022 como para 2023, embora as estimativas de 2022 estejam sendo revisadas para cima. Outro tópico importante serão as estimativas de inflação, visto que elas influenciam os gastos estipulados dentro do Orçamento.

É digno de nota, também, que o dólar enfraqueceu frente aos seus pares europeus, como o euro e o franco suíço, após a ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu expressou ampla preocupação com a disseminação da inflação e subsidiou a argumentação para a contração monetária no bloco econômico. A aceleração de preços para a União Europeia registrou alta de 7,4% no mês de abril, seu maior valor na série histórica com início em 1997 e, embora o documento não se comprometa com uma data, ele afirma que “alguns membros vêm como importante agir [contra a inflação] sem demora” após o programa de estímulo econômico se encerrar, em junho, e que “é visto como um risco de que, caso o Comitê Decisório não sinalize um processo mais rápido de normalização [monetária], as expectativas inflacionárias continuarão a subir”.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
  • Moedas

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