O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a semana em queda,
cotado ao redor de R$ 4,71
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Em dia de menor volume, câmbio reflete
otimismo na perspectiva internacional

O par real/dólar apresentava firme tendência de baixa nas primeiras negociações desta segunda-feira (30). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,71, recuo de 0,6% em relação ao fechamento de sexta-feira. Já o dollar index mantém sua sequência de quedas e era cotado ao redor de 101,5 pontos, variação de -0,2% ante à véspera. O mercado de divisas deve apresentar menor movimento em função de feriado nos Estados Unidos. O ambiente de negócios internacionais consolida um sentimento mais positivo e de maior apetite por riscos após aumentarem as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) pode moderar o ritmo de aperto monetário nos EUA em função de uma desaceleração econômica mais intensa que o antecipado. Essas expectativas foram impulsionadas, por um lado, por alguns dados empresariais aquém do esperado e, por outro, por comentários de autoridades do próprio Fed de que pode haver uma “reavaliação” da conjuntura econômica atual após uma sequência de aumento de juros. Contribui para o otimismo dos investidores, também, a notícia de que as autoridades de Xangai devem cancelar a maior parte das restrições ao trabalho presencial a partir de quarta-feira, em um sinal de que a onda de Covid-19 na cidade parece estar sob controle. Na agenda do dia, o membro do Conselho de Governadores do Fed, Christopher Waller, discursa às 12h00min.

O dólar negociado no mercado interbancário operava em baixa na manhã desta segunda-feira, oscilando acima da marca de R$ 4,70. Em um dia de menor movimento que o habitual, a moeda americana caminha para encerrar, amanhã, a primeira desvalorização mensal desde dezembro passado, em que pese ter um ganho acumulado no ano superior a 6%. Após algumas divulgações de resultados corporativos abaixo do estimado nas últimas semanas, há uma preocupação de que a forte aceleração inflacionária esteja desacelerando o consumo e o crescimento econômico estadunidense. Além disso, houve uma interpretação de que o Federal Reserve poderia ser mais cauteloso em sua trajetória de aperto das condições financeiras após comentários em sua ata de decisão de política monetária que afirmava que, após uma sequência de reajustes de juros, a autoridade monetária considera apropriado “mais tarde, avaliar os efeitos do aperto monetário”.

Contribui para o maior otimismo dos investidores, também, algumas notícias positivas a respeito da situação da Covid-19 na China. Na capital, Pequim, dois importantes distritos foram liberados a retornar ao trabalho presencial e a fornecer transporte público, ao passo que bibliotecas, museus, academias e teatros receberam permissão de funcionar com capacidade limitada em distritos sem registro de casos novos de coronavírus há sete dias. Ainda assim, restaurantes e bares não receberam tal permissão. Em Xangai, um dos maiores polos industriais e financeiros do país, autoridades anunciaram planos de encerrar formalmente a quarentena das cidade após pouco mais de dois meses, embora não haja clareza se ainda restarão restrições sobre negócios ou sobre deslocamentos.

No Brasil, é importante destacar que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,52% na passagem de abril para maio, significativamente abaixo da leitura do mês anterior, de 1,41%. Dessa forma, o indicador acumula aumento de 7,54% no ano e de 10,72% em 12 meses. Os principais fatores para essa desaceleração foi o arrefecimento no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, e do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M. “Os recuos observados nas taxas de variação do IPA (1,45% para 0,45%) e do IPC (1,53% para 0,35%), refletem a desaceleração dos preços dos combustíveis fósseis. No índice ao produtor, o óleo Diesel, combustível de maior peso, variou 3,29% em maio, ante 14,70% em abril. Já no IPC, a gasolina, combustível com maior destaque no orçamento familiar, subiu 1,01% em maio, depois de ter avançado 5,86% em abril”, afirmou, em nota, André Braz, coordenador da pesquisa na FGV.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
image 39011
Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.