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Real recua com queda dos preços do petróleo e temor de novas sanções americanas

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
A taxa de câmbio apresentava tendência de elevação nas primeiras negociações desta terça-feira (31). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 4,76, variação de + 0,1% ante à véspera. Já o dollar index reverteu sua tendência de desvalorização e era cotado ao redor de 101,9 pontos, ganho de 0,3% em relação ao término de segunda-feira. O movimento do último pregão do mês deve ser acompanhado por maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 11h00min e as 13h10min. Além disso, o mercado de divisas deve repercutir a expressiva redução da taxa de desemprego na passagem de março para abril, caindo de 11,1% para 10,5% – a mediana das estimativas de analistas apontava para uma leitura de 11,0%. Importa destacar, também, que a política monetária permanece no foco dos agentes após o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da zona do euro atingir novo recorde em maio, com uma leitura de 8,1%, acima da mediana de 7,7% aguardada pelos investidores. Há uma preocupação sobre a velocidade e a disseminação da inflação global, o que deve exigir apertos monetários agressivos por parte das autoridades monetárias, especialmente das economias avançadas. Por fim, é digno de nota que a União Europeia concordou em aplicar um embargo parcial às importações de petróleo russo, ressalvando-se os oleodutos. Na agenda do dia, a Diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), Fernanda Guardado, participou de evento internacional às 08h00min, o Banco Central divulga as Notas de Estatísticas Fiscais de Abril, às 09h30min, e o presidente do BC Roberto Campos Neto, participa de audiência pública na Câmara dos Deputados, às 14h00min.
O dólar negociado no mercado interbancário operava em discreta alta na manhã desta terça-feira, acompanhando a divulgação de dados importantes para o mercado de trabalho e o setor fiscal, no Brasil, e a inflação na União Europeia. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil recuou de 11,1% no trimestre encerrado em março para 10,5% no trimestre encerrado em abril, um recuo maior que o esperado por analistas de mercado, cuja mediana apontava para 11,0%. A taxa de desemprego se encontrava em 14,8% no mesmo período do ano passado. O avanço nas ocupações, entretanto, se deram em categorias mais informais e de menor rendimento. Comparado a abril do ano passado, as ocupações que mais cresceram foram trabalhadores domésticos (+22,7%), empregados sem carteira de trabalho assinada (+20,8%), empregados com carteira de trabalho assinada (+11,6%) e trabalhadores por conta própria (+7,2%). Os empregadores aumentaram 11,2%, divididos em um acréscimo de 9,0% em empregadores com, CNPJ e 21,1% em empregadores sem CNPJ. Dessa forma, a renda habitualmente recebida do trabalho principal se reduziu para todas as categorias de trabalho, caindo, em média, 7,5% em 12 meses, de R$ 2.706 para R$ 2.504.
No cenário internacional, o euro se valorizava nesta manhã após a inflação para a União Europeia surpreender analistas, mais uma vez, e registrar novo recorde na série histórica com início em 1997. O CPI para o bloco unificado marcou 8,1% em 12 meses, acima da mediana das estimativas, que apontava para um acréscimo de 7,7%. A aceleração de preços persistente e disseminada na região está elevando as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) não terá alternativa a não ser reajustar rapidamente o nível de juros para os países da zona econômica unificada, algo que o BCE buscava evitar até o momento. Em declarações à imprensa na semana passada, a presidenta da instituição, Christine Lagarde, afirmou que o banco central deve trazer os juros para “nível positivo” até o fim de setembro – hoje, a taxa de referência se encontra em -0,50% ao ano.
Por fim, é importante destacar que os países da União Europeia concordaram em implantar um bloqueio às importações marítimas de petróleo russo e seus derivados, o que representa, aproximadamente, 66% das importações europeias. Isentou-se da proibição as importações via oleoduto, de forma a conseguir a adesão da Hungria – o país argumentava que a sanção colocaria em risco a estabilidade econômica húngara, visto que importa petróleo russo através do oleoduto Druzhba (amizade). Além disso, fica proibido a reexportação do petróleo que for importado por meio desses oleodutos.


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