Visita a Taiwan O dólar negociado no mercado interbancário era negociado em alta na manhã desta terça-feira, repercutindo as tensões elevadas com a visita da presidenta da Câmara dos Estados Unidos à Taiwan. A China não reconhece a independência da nação vizinha e aspira formalmente a uma política de “uma nação, dois sistemas”, de forma que exige de outros países que tratem a ilha de Taiwan como um território seu. A visita de uma autoridade americana irritou Pequim, que já emitiu dois comunicados afirmando que o exército chinês “nunca ficará parado sentado” observando esta visita, em uma ameaça de retaliação ao mesmo tempo firme, porém pouco definida. Em uma conversa telefônica recente, o presidente chinês, Xi Jiping, disse ao presidente estadunidense, Joe Biden, que “aqueles que brincam com fogo perecerão por ele”.
Possíveis retaliações chinesas A visita de Nancy Pelosi à nação insular não consta em sua agenda oficial, embora esteja sendo largamente mencionada na mídia que ela deva chegar na noite desta terça e partir na quarta. Ela também vai visitar Cingapura, Malásia, Coreia do Sul e Japão. Analistas militares supõem que a China possa realizar exercícios militares no estreito entre as duas nações, testar mísseis balísticos na região ou afirmar que o estreito de Taiwan não constitui águas internacionais. Embora haja um consenso de que as relações entre China e Estados Unidos piorarão após esta visita, nenhuma das retaliações esperadas por Pequim devem provocar uma reação por Washington.
O que esperar do Copom No Brasil, o Copom deu início ao seu processo decisório de política monetária, que será publicado às 18h30min de amanhã. A maior parte dos analistas antevê que o BC elevará a taxa Selic de 13,25% a.a. para 13,75% a.a., o décimo segundo aumento consecutivo na taxa básica de juros. Há divergência os reajustes de juros se encerrariam nesta decisão ou se haveria um novo incremento de 0,25 p.p. em novembro. De toda forma, o ciclo de aperto monetário da instituição parece estar próximo de seu fim, e o foco dos agentes se volta para o manejo das expectativas inflacionárias de 2023. De acordo com o boletim Focus, caso suas previsões se confirmem, o Brasil caminha para três anos consecutivos de estouro da meta de inflação, ou seja, 2021, 2022 e 2023.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.