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Real se recupera após Copom deixar os próximos em aberto

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta quinta-feira (02). No momento da publicação deste texto, ele era negociado ao redor de R$ 5,02, recuo de 0,9% em relação ao fechamento de quarta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 101,1 pontos, praticamente estável ante à véspera. O mercado de divisas se mantém atento às diversas decisões de política monetária de importantes bancos centrais. Analistas repercutem o tom mais firme do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), ao passo que investidores ampliaram seu apetite por riscos após a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) de reduzir o ritmo de alta de juros e elevar a taxa básica em 0,25 p.p., ontem. Hoje, o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu reajustar seus juros pela décima vez consecutiva e reajustar suas taxas em 0,50 p.p., enquanto o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão às 10h15min. Na agenda do dia, o Departamento do Trabalho americano atualiza os pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 10h30min, o Departamento do Censo dos EUA informa as encomendas de bens duráveis de dezembro, às 10h30min, a presidenta do BCE, Christine Lagarde, discursa às 12h15min, e o Caixin/S&P Global publica o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços e consolidado da China de janeiro, às 22h45min.
Copom O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, rompendo o patamar psicológico de R$ 5,00, em função do forte apetite de investidores nacionais e estrangeiros por ativos arriscados após as decisões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos EUA. No Brasil, a recepção foi bastante positiva após o Copom sinalizar uma intensão de postergar cortes de juros para assegurar o processo de desinflação no país e intensificar seus alertas sobre os impactos inflacionários dos riscos fiscais provocados pelas incertezas quanto à política fiscal do novo governo.
Fed Em comunicado, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, confirmou as expectativas dos agentes e anunciou o aumento de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros (fed funds rate), diminuindo o ritmo do aperto monetário observado no país. O dirigente da autoridade monetária afirmou que ainda seria necessário continuar com a elevação dos juros para conter o avanço inflacionário nos Estados Unidos e manter a inflação dentro da meta, uma vez que, apesar de ter passado por relativa desaceleração, o nível de preços no país ainda se encontra num patamar elevado devido à resiliência do mercado de trabalho estadunidense. Ao passo que o Federal Reserve ainda assume uma postura cautelosa para lidar com o processo inflacionário, a diminuição do ritmo de altas do Fed e o pequeno alívio inflacionário foi recebido com otimismo pelos agentes. Dessa forma, o Fed e os investidores seguem a passos descompassados, nos quais os operadores avaliam como improvável a manutenção dos preços em trajetória ascendente por mais um longo período e já internalizam expectativas de corte dos juros ainda em 2023. Assim, amplia-se o apetite por risco nas operações, o que tende a favorecer moedas emergentes como o real, commodities e ações.
BoE e BCE Hoje, o Banco da Inglaterra reajustou sua taxa básica de juros pela décima vez consecutiva, de 3,50% a.a. para 4,00% a.a., o nível mais alto desde 2008. Em seu comunicado, o presidente da instituição, Andrew Bailey, afirmou que ainda é “muito cedo para declarar vitória” contra a aceleração de preços, porém abandonou a expressão que o Banco responderia “energicamente” diante das ameaças inflacionárias do país. Já o Banco Central Europeu reajustou os seus juros em 0,50 p.p. e indicou que deve aumentá-los novamente na mesma magnitude na decisão de março
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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