A taxa de câmbio oscilava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta segunda-feira (29). No momento da publicação deste texto (10h00min), ela era negociada ao redor de R$ 4,98, recuo de 0,1% em relação ao fechamento de sexta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 104,3 pontos, praticamente estável ante à véspera. Em dia de feriado nos EUA e na Europa, que reduzem a liquidez do pregão, o mercado de divisas repercute o acordo alcançado durante o fim de semana entre democratas e republicanos para elevar o teto da dívida pública no país, contribuindo para a recuperação do apetite por riscos globalmente. Na agenda do dia, o Banco Central (BC) atualizou o Boletim Focus da semana, às 08h30min, a Secretaria do Tesouro Nacional comunica o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de abril, às 14h30min, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, palestra às 19h30min.
Acordo para a dívida americana O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre altas e baixas na manhã desta segunda-feira, em uma sessão de baixa liquidez por conta do feriado de Memorial Day, nos EUA, de Petencostes, na zona do euro, e de feriado bancário no Reino Unido. Há uma certa recuperação do otimismo e do apetite por riscos após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, democrata, e o líder da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, republicano, anunciarem que chegaram a um acordo para elevar o teto da dívida pública americana até 01 de janeiro de 2025. Agora, o acordo precisa passar por um Congresso tenuamente dividido entre democratas e republicanos e aprová-lo dentro de seus trâmites burocráticos, que exigem que transcorra um determinado período, de até 72 horas, entre a apresentação de uma proposta legislativa e o seu voto em Plenário. Embora republicanos mais conservadores e democratas mais progressistas tenham publicamente criticado o acordo, Biden e McCarthy esperam que ele será aprovado no Legislativo antes de 05 de junho, a “data X” estimada na sexta à noite pela secretária do Tesouro do país, Janet Yellen, em que se esgotariam os recursos do governo e um calote (default) ocorreria.
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