A taxa de câmbio apresentava forte tendência de elevação nas primeiras operações desta quarta-feira (28). No momento da publicação deste texto (10h00min), ela era negociada ao redor de R$ 4,86, variação de +1,1% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 102,9 pontos, alta de 0,4% em relação ao fechamento de terça-feira. O mercado de divisas realiza um forte de movimento de correção técnica nesta manhã, em um dia marcado pela fala dos presidentes dos principais bancos centrais mundiais, a saber, Jerome Powell, do Federal Reserve (Fed), Christine Lagarde, do Banco Central Europeu (BCE), Andrew Bailey, do Banco Central da Inglaterra (BoE), e Kazuo Ueda, do Banco do Japão (BoJ). Na agenda do dia, o Banco Central informou as estatísticas monetárias e de crédito de maio, às 09h30min, o Departamento de Análises Econômicas divulgou a balança comercial americana de maio, às 09h30min, e atualiza o fluxo cambial semanal, às 14h30min, e a Secretaria do Tesouro Nacional comunica o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de maio, às 14h30min.
Fórum de Sintra O dólar negociado no mercado interbancário operava em forte alta na manhã desta quarta-feira, sem fundamentos macroeconômicos correspondentes, indicando movimento de correção dos investidores que buscam realizar lucros após ganhos relevantes da moeda brasileira no mês de junho. Hoje, o fórum de bancos centrais em Sintra reúne os presidentes das principais autoridades monetárias do globo: Jerome Powell, do Federal Reserve; Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra; Christine Lagarde, do Banco Central Europeu; e Kazuo Ueda, do Banco do Japão. Assim, o Fórum terá dirigentes com três posicionamentos distintos, tendo o BCE e o BoE realizando um aperto monetário relevante e, apesar de haver indicações de que suas economias já sentem os primeiros sinais de desaceleração da atividade econômica, as autarquias já apontaram que continuarão a aumentar os juros por mais tempo, ao passo que o Fed recentemente fez uma pausa em seu ciclo de altas, além de sinalizar que haveria a possibilidade de realizar aumentos alternados de seus juros, mas que não havia nada confirmado ainda, com sua decisão dependendo de novos dados da economia estadunidense. Já o BoJ ainda não realizou nenhuma elevação em sua taxa básica e seus dirigentes não demonstraram interesse em fazê-lo, de modo que mantém uma postura de estimular sua economia e mercado de trabalho, indicando estar satisfeito com uma taxa de inflação mais alta no país dado o histórico de deflação persistente no país nos últimos anos. Nesse sentido, os agentes de mercado voltam sua atenção aos discursos dos presidentes dos BCs no painel, que podem impactar os mercados financeiros globais.




