A taxa de câmbio apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta sexta-feira (25). No momento da publicação deste texto (10h00min), ela era negociada ao redor de R$ 4,87, recuo de 0,2% em relação ao fechamento de quinta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 104,0 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. O mercado de divisas aguarda pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Simpósio Anual de Política Monetária de Jackson Hole, às 11h05min, buscando informações sobre a trajetória dos juros americanos em meio a dúvidas sobre a possibilidade de novos reajustes pela instituição. Adicionalmente, investidores reagem à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que veio ligeiramente acima do estimado ao crescer 0,28% em agosto. Na agenda do dia, o Banco Central informou as estatísticas do Setor Externo de julho, às 08h30min, o presidente do Fed da Philadelphia, Patrick Harker, concedeu entrevista às 10h00min, a Universidade de Michigan informa o índice de confiança do consumidor americano de agosto, às 11h00min, a presidenta do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, palestra às 16h00min, e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) atualiza a posição semanal dos agentes de mercado às 16h30min.
Discurso de Powell O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre perdas e ganhos na manhã desta sexta-feira, dia de discurso do presidente do Federal Reserve no Simpósio Anual de Política Monetária de Jackson Hole. Os investidores operam em compasso de espera enquanto aguardam falas de Powell, com expectativas de que o presidente do Fed dê sinais de quais serão os próximos passos da autarquia na atuação da política monetária nos Estados Unidos em momento de incertezas acerca da trajetória dos juros no país. Segundo dados do CME Group, a probabilidade de não haver mudanças na taxa básica do Federal Reserve na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) é de 80,5%, ao passo que as apostas dos agentes indicam probabilidade de 19,5% de haver um aumento de 0,25 ponto percentual. Espera-se que Powell fale sobre o balanço de riscos do Fed e os riscos de se realizar um afrouxamento monetário de maneira precoce, de modo que dê pistas acerca da continuidade ou não do ciclo de altas.
IPCA-15 de agosto Adicionalmente, outro fator que afeta o mercado de divisas nesta manhã é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conhecido como prévia da inflação. Em agosto, o indicador apresentou avanço de 0,28%, acima da mediana das estimativas, a qual previa um aumento de 0,16%. Desse modo, após registrar queda de 0,07% em julho, o resultado acumulado do indicador mostra alta de 4,24% em 12 meses, contra 3,19% observado no mês anterior. De acordo com o IBGE, o IPCA-15 deste mês foi pressionado para cima pelas altas dos preços de energia após o fim do "Bônus Itaipu" em julho. Entre os nove grupos de produtos e serviços estudados pelo instituto, o de Habitação observou a maior alta, com avanço de 1,08% no mês, influenciado pelo aumento de 4,58% dos preços de energia elétrica residencial. Nesse sentido, a alta registrada para o IPCA-15 diminui o apetite por risco dos investidores, de modo que ativos denominados em dólar tornam-se mais atrativos em detrimento daqueles denominados em real, o que tende a favorecer a moeda americana.






