▲Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,01 (+0,2%)
▲Dollar Index (DXY): ~106,8 pontos (+0,2%)
Em um dia de agenda cheia, o mercado de divisas repercute a divulgação do PIB para o 3º trimestre para os Estados Unidos e a publicação do IPCA-15 para o Brasil, dados importantes para as decisões de política monetária que ocorrerão na próxima semana. Adicionalmente, investidores repercutem a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter seus juros inalterados após longo ciclo de altas no continente.
Agenda do dia:
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Preços ao Produtor de setembro no Brasil (IBGE) – 09h00min.
• Decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) – 09h15min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
• Produto Interno Bruto dos EUA (BEA) – 09h30min.
• Índice regional de atividade manufatureira e composta de Kansas City de outubro (Fed de Kansas City) – 12h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
PIB americano do 3º trimestre O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, apesar de divulgação de resultado mais forte que o esperado para a prévia do PIB americano no 3º trimestre. De acordo com dados do Departamento de Análises Econômicas dos EUA (BEA), o Produto Interno Bruto do país cresceu a uma taxa anualizada de 4,9% entre julho, agosto e setembro, avanço maior que o previsto pela mediana das estimativas, que antecipava alta de 4,5% no trimestre. Após apresentar um crescimento de 2% e 2,1% no primeiro e segundo trimestres, respectivamente, o produto americano observou uma forte aceleração último período, com sua expansão sendo sustentada pela força da demanda do consumidor, de modo que a economia do país dá sinais de reaceleração. O resultado dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, também divulgado nesta manhã, corrobora a leitura de vigor da economia estadunidense. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA (DOL), na última semana foram realizados 210 mil novos pedidos do benefício, ligeiramente acima do consenso do mercado, mas ainda indicando um mercado de trabalho apertado. Desse modo, com indicadores de atividade produtiva e do mercado de trabalho ainda aquecidos, o Federal Reserve deve reavaliar o balanço de riscos para a sua decisão de política monetária que ocorrerá na próxima quarta (01/11), a fim de ponderar os possíveis riscos de aceleração das pressões inflacionárias atreladas ao nível de atividade econômica.
IPCA-15 de outubro Também repercute no mercado de divisas a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerado a prévia da inflação oficial. De acordo com a instituição, o nível de preços avançou 0,21% no mês, em linha com as expectativas de analistas e indicando desaceleração em relação a setembro, quando foi registrada alta de 0,35%. Entre os grupos estudados pelo instituto, o de Transportes foi o que reportou a maior alta, subindo 0,78% em outubro, e o maior impacto no índice (0,16 p.p.). Destaca-se também a queda observada para o grupo de Alimentação e bebidas, que recuou 0,31%, a quinta retração consecutiva registrada para o segmento. O resultado do IPCA-15 é a última leitura da inflação brasileira antes da reunião do Copom da próxima quarta, de modo que deve reforçar a interpretação de que as pressões inflacionárias no Brasil estão arrefecendo e que o Banco Central tem uma margem segura para continuar seu ciclo de cortes no ritmo planejado de 0,50 ponto percentual.
Decisão do BCE Adicionalmente, o Banco Central Europeu publicou nesta manhã sua decisão de manter os juros da autoridade monetária em 4,50% ao ano, finalizando seu ciclo de altas que levou sua básica à máxima histórica. Nos últimos meses, os resultados de indicadores da atividade econômica na Europa têm decepcionado, de modo que há fortes indícios de que o continente está entrando numa recessão econômica. Assim, os dirigentes da autarquia decidiram finalizar seu ciclo de altas para não penalizar excessivamente a atividade produtiva na Europa e tentar conter sua desaceleração.




