▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,86 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~102,6 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda vazia e liquidez reduzida por conta de feriado nos Estados Unidos, o mercado de divisas deve repercutir a reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir a Medida Provisória (MP) que propõe a reoneração da folha de pagamentos de diversos setores e causou mal-estar com o Congresso Nacional.
Agenda do dia:
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 14h30min.
Reoneração da folha O dólar negociado no mercado interbancário operava em leve alta na manhã desta segunda-feira, em um dia de liquidez reduzida por conta de feriado do dia de Martin Luther King nos EUA e poucos itens de agenda. O principal tópico do dia deve ser uma reunião entre o ministro da Fazenda e o presidente do Senado, em horário ainda não confirmado, para discutir a MP da reoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia. Após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente da República e manter válida a prorrogação da desoneração para 17 setores da economia até 2028, com custo anual estimado pela Fazenda em R$ 12 bilhões, o Executivo publicou a MP em 29 de dezembro, em meio ao recesso parlamentar, estabelecendo uma reoneração escalonada e mantendo o benefício parcialmente apenas para alguns segmentos e de forma restringida. Os parlamentares consideraram a medida uma afronta ao Legislativo e defendem sua revogação ou, no mínimo, uma flexibilização da proposta da equipe econômica. Como alternativa para recomposição de receitas, alguns congressistas sugerem a taxação de remessas internacionais de até 50 dólares, atualmente isentas. De toda forma, a Fazenda já indicou que prioriza a busca por alternativas de receitas na pauta legislativa, tentando viabilizar a execução da meta de déficit fiscal primário zero neste ano – algo que muitos consideram inalcançável sem a execução, em conjunto, de cortes de gastos públicos, o que não tem sido discutido pelo Planalto.
Sem estímulos na China É digno de nota, também, que nesta madrugada o Banco Central da China manteve suas taxas de juros inalteradas, frustrando as expectativas de investidores que acreditavam em medidas de estímulo econômico por parte da autoridade do país após os indicadores econômicos mais recentes continuarem sinalizando uma fraqueza da recuperação chinesa. Desta forma, a moeda chinesa se enfraqueceu perante o dólar durante a madrugada.




