▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,98 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,4 pontos (+0,1%)
Em mais um dia de agenda esvaziada, os agentes estendem a aversão ao risco da última sessão e o mercado de divisas repercute declarações de Haddad acerca da política fiscal. As falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ontem (22) acabaram por ampliar a perspectivas de maiores riscos fiscais após a autoridade afirmar que neste ano seria realizada uma revisão da faixa de isenção do imposto de renda a fim de englobar uma maior parcela da população na exoneração do tributo.
Agenda do dia:
• Índice regional de atividade manufatureira de janeiro do Fed de Richmond – 12h00.
• Confiança do consumidor da zona do euro em janeiro (Comissão Europeia) – 12h00.
Temores fiscais O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta terça após abrir em alta, refletindo maiores preocupações dos agentes com a saúde fiscal do Brasil. Ontem (22), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista que o Governo Federal deve estudar neste ano a revisão da tabela de Imposto de Renda a fim de estender a faixa de isenção do tributo, sinalizando que uma reforma completa da renda seria realizada posteriormente, priorizando a reforma tributária sobre o consumo. Ademais, a autoridade também assegurou que até a próxima semana o Governo teria uma resolução para o impasse relativo à desoneração da folha de pagamentos. As falas de Haddad ocorreram após o anúncio do plano industrial “Nova Indústria Brasil”, que prevê a disponibilização de um montante de R$ 300 bilhões via BNDES para a recuperação do parque fabril nacional até 2026, além de subsídios para fomentar o desenvolvimento do setor. Nesse sentido, a divulgação do programa acabou por elevar a percepção riscos fiscais no país por elevar os gastos do Governo Federal e mitigou o otimismo dos investidores, prejudicando o desempenho dos ativos brasileiros. Assim, a entrevista do ministro indicando uma menor arrecadação reforçou tal entendimento entre os operadores e, na sessão de hoje, observa-se a continuidade do sentimento de maior aversão ao risco dos agentes, o que afeta negativamente o desempenho do real frente a outras divisas.




