▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,97 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,7 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação do IPCA-15, que se acelerou de 0,31% em janeiro para cerca de 0,8% em fevereiro, impulsionado pela alta do segmento de alimentos.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 09h30min.
• Palestra do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 11h05min.
Pressão na inflação O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta terça-feira, refletindo a aceleração do IPCA-15 em fevereiro. O indicador acelerou de +0,31% em janeiro para +0,78% em fevereiro, acumulando alta de 4,49% em 12 meses. O teto da meta de inflação é de 4,50% a.a. As maiores altas no período foram do grupo educação (+5,07%) e comunicação (+1,67%), e as maiores contribuições ao resultado geral foram do grupo Educação (+0,30 p.p.) e de alimentação e bebidas (+0,20 p.p.). A leitura não é favorável a interpretação de moderação inflacionária, visto que 8 dos nove grupos tiveram alta de preços (apenas vestuário recuou no período) e o índice de difusão foi de 62,1% (proporção de produtos e serviços que tiveram alta no período). Adicionalmente, o núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, aumentou em 0,77% no mês e o grupo de serviços, setor em que o Comitê de Política Monetária (Copom) acompanha com cautela, aumentou em 1,06% no mês. Embora seja apenas a leitura de um mês, o dado deve reforçar expectativas de que o Copom possa se preocupar com o cenário inflacionário no Brasil e, possivelmente, reduzir o ritmo de cortes à taxa básica de juros (Selic), o que beneficiaria o diferencial de juros brasileiro e poderia contribuir para maior ingresso de capitais estrangeiros, fortalecendo o real.




