Câmbio abre a segunda em queda, refletindo IBC-Br no Brasil e vendas do varejo americano
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,72 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 103,5 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir o IBC-Br de janeiro no Brasil e as vendas do varejo de fevereiro nos EUA, buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros nos dois países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de janeiro (BC) – 09h00min.
• Vendas do varejo americano de fevereiro (Census) – 09h30min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Nova Iorque de março – 09h30min.
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 11h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Apetite global por riscos A taxa de câmbio do real apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,72 (10h15min), em linha com o movimento externo de avanço de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, após as vendas do varejo americano crescerem apenas 0,2% em fevereiro, abaixo da estimativa mediana de 0,6%, porém acima da retração de 1,2% de dezembro. O dado ajuda a consolidar apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que contribui para um enfraquecimento global do dólar. Adicionalmente, o anúncio de estímulos econômicos chineses para impulsionar a demanda doméstica ajuda a impulsionar o desempenho desses ativos ao melhorar as expectativas para o crescimento do país em 2025.
Aumento do IBC-Br O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de janeiro avançou 0,89% em janeiro, acima da estimativa mediana de 0,22% e da leitura de dezembro, de -0,60%. No acumulado em 12 meses, o indicador recuou de 3,88% em dezembro para 3,82% em janeiro. Considerado uma prévia do PIB, o crescimento acima do esperado em janeiro sugere que a atividade econômica permanece mais resiliente. Dessa forma, ao diminuir preocupações de que o crescimento brasileiro possa se desacelerar rapidamente, o indicador reforça apostas de altas rápidas para a taxa básica de juros (Selic), contribuindo para o fortalecimento do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



