Câmbio começa a terça em alta, refletindo ansiedade às vésperas de anúncio de tarifas
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,73 (+0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 104,3 pontos (+0,1%)
O mercado de câmbio deve repercutir uma postura cautelosa de investidores em meio às dúvidas expressivas sobre os detalhes do aguardado anúncio de tarifas de importação pelos EUA amanhã. Adicionalmente, investidores devem reagir à divulgação de dados para o mercado de trabalho e indústria no país.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 09h30min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) do setor industrial do Brasil de março (S&P Global) – 10h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 10h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) do setor industrial dos EUA de março (S&P Global) – 10h45min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) do setor industrial dos EUA de março (ISM) – 11h00min.
• Pesquisa de abertura de vagas (JOLTS) dos EUA de fevereiro (BLS) – 11h00min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 14h00min.
Incerteza e imprevisibilidade das tarifas americanas A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,73 (10h00min), refletindo a postura cautelosa e de compasso de espera de investidores pelo anúncio de amanhã de tarifas de importação pelos EUA. Embora existam dúvidas significativas quanto ao que pode ser anunciado, operadores do mercado financeiro se antecipam para um “choque” tarifário, isto é para uma intensificação significativa e prolongada das barreiras comerciais do país, sem uma visão clara de possível reversão dessa tendência. Investidores seguem atentos a possíveis pistas pela Casa Branca sobre quais países ou quais setores podem ser afetados, quais serão os valores das tarifas, como essas tarifas se relacionam com as demais que já foram anunciadas e quando elas podem entrar em vigor. Este cenário favorece o desempenho de ativos considerados “portos seguros” para momentos de insegurança e estresse, como o ouro, o franco suíço e o iene japonês, o que costuma prejudicar o desempenho do real. Contudo, nas últimas semanas, essa tendência tem sido amenizada por um movimento de diversificação e diluição de riscos por investidores, que buscam reduzir a exposição de seus portfólios a ativos americanos e que tem favorecido uma busca por alguns ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, como o Brasil.
PMI e JOLTS Adicionalmente, investidores monitoram a divulgação de dados econômicos para os EUA, em especial pelo PMI industrial de março e pelo JOLTS de fevereiro. Esses indicadores devem ajudar no ajuste de expectativas para a evolução da economia americana e podem, possivelmente, sinalizar alguns efeitos do ambiente de incertezas elevadas sobre a atividade produtiva e o mercado de trabalho. A tendência de dados recentes tem sido de leve desaceleração do crescimento do país, o que tem aumentado as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve e enfraquecido o dólar globalmente, o que tende a favorecer o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



