Câmbio começa a terça em queda, refletindo recuperação do apetite por riscos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,90 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 103,0 pontos (-0,4%)
O mercado de moedas deve repercutir a tentativa de recuperação dos mercados financeiros globais em função de esperanças entre investidores de que os EUA possam negociar com outros países um alívio nas tarifas de importação recém-impostas.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas fiscais de fevereiro (BC) – 08h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly – 15h00min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 17h00min.
Depois da tempestade A taxa de câmbio do real apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,90 (10h00min), em um dia de recuperação dos mercados financeiros globais após três sessões de forte aversão ao risco e intensa volatilidade. Não há um motivo claro para essa recuperação. É possível que investidores acreditem que as tensões comerciais não continuarão escalando e a expressiva desvalorização de ativos arriscados nestes dias apresenta uma oportunidade para compra a um preço favorável. Adicionalmente, é possível que algumas notícias sobre o começo de conversas de negociações entre os EUA e alguns parceiros comerciais, como Japão, Vietnã e União Europeia, estejam gerando um otimismo de que uma “guerra tarifária” global possa ser evitada e que as tarifas americanas possam ser reduzidas, pausadas ou canceladas. De toda forma, ainda que as bases para essa recuperação do apetite por riscos pareçam frágeis, no momento, ela impulsiona o desempenho de ativos arriscados, como ações, comodities e moedas de economias emergentes, como o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



