Câmbio começa a terça estável, refletindo alívio com pausa temporária de tarifas americanas
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,85 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 99,8 pontos (+0,2%)
O mercado de câmbio deve refletir a continuidade do alívio global após a Casa Branca recuar na aplicação de algumas barreiras tarifárias, porém o ambiente ainda é de incerteza em função da sinalização simultânea de novas tarifas para semicondutores e produtos farmacêuticos.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice regional de manufatura de abril do Federal Reserve de Nova Iorque – 09h30min.
• Índice de preços das importações e exportações dos EUA de março (BLS) – 09h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 12h35min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Lisa Cook – 20h10min.
Bom humor externo A taxa de câmbio do real alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,85 (R$ 09h50min), estendendo o movimento de recuperação de ativos arriscados iniciado na sessão de ontem que, por sua vez, é impulsionado pela percepção de maior flexibilidade da Casa Branca na aplicação de tarifas de importação após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma isenção temporária na “tarifa de reciprocidade” de 125% para produtos eletrônicos chineses (ainda incide a tarifa de 20% relacionada às queixas de contrabando de opioides) e comentar que ele “está considerando ajudar” algumas montadoras automotivas a ganhar tempo para se adaptar às tarifas aplicadas ao setor automotiva.
Incerteza ainda elevada Contudo, investidores mantém uma postura mais cautelosa em função da falta de clareza sobre o futuro das barreiras comerciais americanas. Se, por um lado, Trump ofereceu isenções temporárias a um conjunto amplo de tarifas nos últimos dias, por outro a Casa Branca afirmou que estuda a aplicação de um novo conjunto de sobretaxas, desta vez sobre as cadeias produtivas de semicondutores e de produtos farmacêuticos. Ainda que a sessão apresente maior apetite por riscos, o ambiente de incerteza elevada fragiliza esse movimento e o torna vulnerável a reversões mais rápidas.
Cenário fiscal brasileiro Por fim, investidores domésticos aguardam pelo envio do projeto de diretrizes orçamentárias (PLDO) de 2026 pelo governo federal ao Congresso Nacional, o que, por lei, precisa ocorrer até hoje. Embora o governo já tenha afirmado que manterá a meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e reitere frequentemente seu compromisso com as metas fiscais estabelecidas, especialistas permanecem céticos quanto à possibilidade de seu cumprimento tanto pela tendência de desaceleração das receitas quanto pela percepção de resistência em reduzir os gastos públicos. Ainda que o cenário externo tenha sido preponderante nas negociações do real nas últimas semanas, qualquer sinal de dificuldades na condução da política fiscal pode resultar em elevação da percepção de riscos para ativos brasileiros e prejudicar o desempenho da moeda nacional.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




