Câmbio abre a terça em baixa, refletindo novas críticas de Trump ao Federal Reserve
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,77 (-0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 98,5 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir um ambiente externo de maior cautela, após a sessão anterior ter sido marcada por perdas generalizadas nos ativos americanos. Tal movimento, por sua vez, parece ter sido intensificado por novas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à condução da política monetária pelo Federal Reserve. No cenário doméstico, os investidores retomam as negociações após o feriado prolongado que abrangeu a Sexta-Feira Santa e o Dia de Tiradentes.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Phillip Jefferson – 10h00min.
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 12h30min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 15h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Thomas Barkin – 15h30min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 19h00min.
Escalada da incerteza nos EUA A taxa de câmbio do real operava em alta nas primeiras operações dessa terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,77 (09h55min). Os mercados financeiros globais permanecem receosos na sessão de hoje, após as perdas generalizadas observadas nos ativos norte-americanos na véspera. A deterioração do apetite por risco foi intensificada por novas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Embora não tenha reiterado ameaças diretas como as feitas na semana anterior, Trump afirmou que a economia norte-americana deverá desacelerar caso Powell "não reduza os juros imediatamente". Ao colocar em xeque a capacidade do banco central de atuar de forma autônoma e eficaz em seus objetivos, o presidente norte-americano intensifica os receios de uma possível interferência política na condução da política monetária, o que pode enfraquecer a credibilidade do Federal Reserve e, por extensão, afetar negativamente a percepção global sobre o dólar enquanto principal reserva de valor internacional. Esse embate institucional se soma às tensões comerciais recentes, em especial no que diz respeito à política tarifária dos Estados Unidos. Na manhã desta terça-feira, o Departamento de Comércio americano anunciou a imposição de tarifas superiores a 3.400% sobre células e painéis solares importados do Sudeste Asiático, produtos majoritariamente fabricados por empresas chinesas. Caso novas informações ao longo do dia corroborem esse cenário de instabilidade, a tendência é de nova rodada de enfraquecimento do dólar, o que tende a favorecer o valor do real frente à moeda americana.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




