Câmbio começa a quarta em alta, refletindo Ptax, dados para EUA e Brasil e política comercial americana
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,66 (+0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 99,4 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda carregada, o movimento do último pregão do mês deve apresentar maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. Adicionalmente, o mercado de divisas deve repercutir indicadores econômicos para Brasil e Estados Unidos, bem como medidas do governo americano para suavizar o impacto de tarifas no segmento automotivo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Prévia do Produto Interno Bruto da área do euro do primeiro trimestre de 2025 (Eurostat) – 06h00min.
• Estatísticas fiscais de março (BC) – 08h30min.
• Estatísticas monetárias e de crédito de março (BC) – 08h30min.
• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua de março (IBGE) –
• 09h00min.
• Relatório de emprego do setor privado dos EUA de abril (ADP) – 09h15min.
• Prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do primeiro trimestre de 2025 (BEA) – 09h30min.
• Índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) dos EUA de março (BEA) – 11h00min.
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março (MTE) – 14h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
Taxa Ptax de fim de mês Após abrir a sessão em baixa, a taxa de câmbio do real inverteu seu sentido para alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,66 (10h30min). O pregão deve apresentar maior volume de negócios e volatilidade dentro das janelas de horários utilizadas pelo BC para o cálculo da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações durante estes intervalos, disputando a sua definição e dificultando a leitura sobre os movimentos do real no dia.
Dados mais fracos nos EUA No exterior, investidores reagem à divulgação de indicadores mais fracos que o esperado para a economia americana. A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre mostrou retração de 0,3% a uma taxa anualizada, frente a uma estimativa mediana de alta de 0,4% no período. O crescimento econômico do país foi prejudicado pela desaceleração do consumo das famílias e dos gastos do governo, bem como pela expansão das importações por empresas para formação de estoques antes da aplicação das tarifas anunciadas para abril. Adicionalmente, o instituto ADP apontou para uma geração de 62 mil empregos privados em abril, ante projeção mediana de 125 mil novos postos de trabalho. O desempenho mais fraco dos indicadores pode reforçar preocupações entre investidores de que a elevação das barreiras comerciais americanas de forma abrupta, inconsistente e imprevisível possa resultar em uma recessão econômica no país, gerando aversão global a riscos e busca por ativos de segurança, o que tende a enfraquecer o real.
Amenização das tarifas Por fim, operadores do mercado financeiro também reagem à divulgação de medidas pelo governo americano para suavizar os impactos das tarifas de importação sobre o segmento automotivo. O presidente do país, Donald Trump, assinou ontem à noite ordens executivas que concedem um prazo de dois anos para as montadoras do país ampliarem a utilização de componentes domésticos em seus automóveis e autorizam o abatimento do valor de tarifas de importações até um limite de 3,75% do valor do automóvel até abril de 2026 (depois o limite se reduz a 2,5% até abril de 2027). O novo recuo de Trump pode ajudar a aumentar as esperanças de uma diminuição das tensões comerciais pelos EUA, o que pode contribuir para maior apetite por ativos arriscados e, assim, favorecer o desempenho do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




