Câmbio abre a sexta em baixa, refletindo dados americanos e sinais de alívio nas tensões comerciais
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,63 (-0,8%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 99,7 pontos (-0,4%)
Em dia de possível liquidez mais baixa devido à emenda de feriado, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de trabalho no Estados Unidos e novos sinais de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial do Brasil de abril (S&P Global) – 10h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial da Zona do Euro de abril (S&P Global) – 05h00min.
• Prévia do índice de preços ao consumidor (CPI) da Zona do Euro de abril (Eurostat) – 06h00min.
• Relatório de situação de emprego (“Payroll) dos EUA de abril (BLS) – 09h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
“Payroll” acima do esperado A taxa de câmbio do real apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,63 (10h20min). Nesta manhã, o mercado repercute a divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos ("payroll"), que revelou, em abril, pelo segundo mês consecutivo, uma criação de vagas acima das expectativas. O dado mostrou geração de 177 mil novos postos de trabalho não-agrícolas, superando a mediana das projeções, que era de 130 mil vagas. Cabe destacar que em março esse indicador também havia ultrapassado as expectativas do mercado, registrando a criação de 238 mil vagas frente à projeção mediana de 137 mil. O relatório indicou ainda que a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,2%. Esses dados ganham relevância por serem os primeiros indicadores econômicos importantes referentes ao mês de abril, sendo analisados pelos investidores em busca de sinais sobre eventuais impactos das recentes incertezas institucionais e das políticas adotadas desde o início da administração do presidente Donald Trump. Na véspera, a divulgação de um Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial abaixo das expectativas sinalizou possíveis impactos iniciais negativos no setor manufatureiro. Dessa forma, apesar de certa desaceleração em relação ao mês anterior, os números positivos do mercado de trabalho americano em abril reforçam a percepção de que ainda não há sinais significativos de deterioração econômica em decorrência das novas políticas governamentais, contribuindo para reduzir os receios de uma desaceleração excessiva na economia dos Estados Unidos. Nesse contexto, a mitigação dos temores de recessão favorece o apetite por ativos de risco, tais como ações, commodities e moedas emergentes, beneficiando diretamente o real.
Negociações entre China e EUA Adicionalmente, no cenário externo, os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Nesta madrugada, o Ministério do Comércio chinês informou que os Estados Unidos manifestaram interesse em dialogar sobre as tarifas impostas pelo governo Trump e ressaltou que "as portas de Pequim estão abertas para discussões". Esta declaração representa a primeira comunicação oficial chinesa confirmando que os dois países estão efetivamente em negociações, vindo cerca de uma semana após o presidente Trump afirmar que tais conversas já estavam em andamento, afirmação inicialmente negada por Pequim. Além disso, Trump mencionou na quarta-feira acreditar haver uma "ótima chance" de que sua administração alcance um acordo comercial com a China. O progresso nas negociações melhora o humor global, potencializando o interesse por ativos de maior risco e fortalecendo, consequentemente, a posição do real frente ao dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




