Câmbio começa a quinta em leve queda, refletindo otimismo com negociações comerciais
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,70 (-0,8%)
= Dollar Index (DXY): ~ 99,9 pontos (0,0%)
Enquanto investidores repercutem as decisões de juros no Brasil e nos EUA, na véspera, o mercado de divisas deve refletir a coletiva de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, às 11h, para anunciar um acordo tarifário com o Reino Unido. O acordo será o primeiro desde que o governo norte-americano impôs uma série de barreiras tarifárias a parceiros comerciais, e deve impactar as expectativas dos agentes de mercado com relação aos próximos passos da Casa Branca.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) – 08h00min.
• Índice de Preços ao Produtor (IPP) de março (IBGE) – 09h00min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
Acordo entre EUA e Reino Unido A taxa de câmbio do real operava em queda nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,70 (10h30min). Nesta manhã, investidores aguardam em compasso de espera pela coletiva de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, em que deve anunciar o primeiro acordo comercial do país após a imposição de tarifas de importação a uma série de parceiros no dia 2 de abril. O país contemplado, o Reino Unido, foi recentemente descrito por Trump como “grande e altamente respeitado país”, em referência ao histórico e à relevância da parceria bilateral. Com isso, agentes de mercado veem o acordo como possível modelo de referência (“cenário-base”) para eventuais negociações futuras, sobretudo em um contexto de baixa previsibilidade quanto às próximas medidas da Casa Branca e à identificação dos países mais afetados pelas tarifas. Destaca-se, nesse contexto, a atenção voltada ainda à reunião entre autoridades econômicas dos Estados Unidos e da China, prevista para o próximo sábado (10), considerada um impasse mais complexo. Por ora, a concretização do acordo com o Reino Unido contribui para mitigar os temores de uma escalada generalizada nas tensões comerciais, o que tende a favorecer o desempenho de ativos de risco, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, incluindo o real.
Decisão do Copom Adicionalmente, os investidores repercutem a decisão de política monetária divulgada na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que, após o encerramento dos mercados, optou por elevar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, de 14,25% para 14,75% ao ano. Como o ajuste já era amplamente precificado pelo mercado, o foco recaiu sobre o comunicado que acompanhou a decisão. Embora o comitê não tenha adotado uma orientação futura explícita (forward guidance), o texto destacou a necessidade de “cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica da inflação”. Além disso, o Copom sinalizou que “a calibragem do aperto monetário apropriado seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta no horizonte relevante”. Esses trechos foram interpretados pelos agentes econômicos como uma indicação de postura mais cautelosa por parte do comitê, o que reduz as expectativas de flexibilização monetária no curto prazo. Essa percepção, por sua vez, melhora a atratividade dos ativos denominados em reais, sobretudo os títulos públicos, favorecendo a valorização da moeda brasileira frente ao dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




