Câmbio começa a terça em baixa, refletindo ata do Copom e inflação americana
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,63 (-0,9%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 101,3 pontos (-0,4%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), buscando calibrar expectativas para a trajetória da taxa básica de juros (Selic) no Brasil, bem como a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, em meio a preocupações com impactos inflacionários das tarifas de importação americanas.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Ata da decisão do Comitê de Política Monetária (BC) – 08h00min.
• Índice de Preços do Consumidor (CPI) americano de abril (BLS) – 09h30min.
Inflação moderada nos EUA A taxa de câmbio do real operava em queda nas primeiras negociações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,63 (10h40min). No cenário internacional, a atenção dos investidores volta-se para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente ao mês de abril, que registrou alta moderada de 0,2%. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções de mercado, que apontavam para um avanço de 0,3%. O núcleo do indicador, que exclui os componentes mais voláteis como energia e alimentos, também apresentou variação de 0,2%, igualmente inferior à expectativa de 0,3%. Os dados devem ser interpretados de maneira positiva pelos agentes de mercado, que temiam a possibilidade de uma surpresa inflacionária mais intensa como reflexo principal da imposição de tarifas de importação a diversos parceiros comerciais, vigente desde o início do mês. A moderação observada sugere, por ora, a baixa transmissão do aumento dos preços de produtos importados ao consumidor final, embora essa ausência de repasse imediato não elimina a possibilidade de que ele ocorra nos próximos meses. Nesse contexto, as expectativas inflacionárias nos próximos meses seguirão sendo influenciadas pelo potencial impacto das novas barreiras comerciais, cujos efeitos já começam a aparecer nos mais recentes indicadores de confiança do consumidor. Assim, embora persistam as preocupações quanto à elevação de preços à frente, a leitura mais benigna do CPI no curto prazo contribui para a melhora do apetite ao risco global, favorecendo ativos como ações, commodities e moedas de economias emergentes.
Ata do Copom No Brasil, os investidores repercutem a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada em 7 de maio. Na ocasião, o Comitê decidiu elevar a taxa Selic de 14,25% para 14,75% ao ano, prolongando o ciclo de aperto monetário iniciado em setembro, que já acumula elevação de 4 pontos percentuais. A ata reforçou, assim como o comunicado divulgado após a decisão, a preocupação da autoridade monetária com a persistência da desancoragem das expectativas de inflação, ressaltando que o cenário atual "exige uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado". Apesar disso, o Comitê evitou fornecer qualquer sinalização futura em relação aos próximos passos, citando o “elevado grau de incerteza” e o “estágio avançado do ciclo de aperto”. Na última segunda-feira (12), vale ressaltar, o Boletim Focus divulgado mostrou recuo na projeção da taxa Selic para o final de 2025, agora estimada em 14,75%, frente à previsão anterior de 15%. Ainda assim, a sinalização mais cautelosa do Banco Central em relação ao seu balanço de riscos reforça a percepção de que os juros devem permanecer elevados por um período mais prolongado, o que tende a beneficiar os rendimentos dos títulos domésticos e sustentar a valorização do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




