Câmbio inicia a quarta em leve queda, em dia de poucos eventos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,60 (-0,1%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 100,6 pontos (-0,3%)
Em dia de agenda fraca, o mercado de divisas deve repercutir o ambiente de otimismo e apetite por riscos que vem sendo observado desde segunda-feira, após o anúncio de redução temporária das tarifas entre Estados Unidos e China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de março no Brasil (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson – 10h10min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly – 18h40min.
Sessão sem guia A taxa de câmbio do real operava em baixa nas primeiras negociações desta quarta-feira, sendo cotada ao redor de R$ 5,60 (10h00min). Em um dia com agenda econômica esvaziada, os investidores tendem a manter-se em postura de cautela, à espera de possíveis desdobramentos na condução da política comercial dos Estados Unidos. O mercado ainda repercute o anúncio feito na segunda-feira, após reunião entre o governo americano e autoridades chinesas, que reduziu a tarifa de importação imposta pelos dois governos. Depois de registrar alta no início da semana, o índice Dollar Index (DXY), que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, passou a sinalizar uma reversão a partir de terça-feira, movimento que se estende nas primeiras horas do pregão de hoje. O enfraquecimento da moeda americana ocorre em paralelo ao avanço de ativos considerados mais arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes. Contribui também para a pressão sobre o dólar a crescente percepção de que medidas econômicas adotadas desde o início do governo Trump, sobretudo de caráter tarifário, podem comprometer a resiliência da atividade econômica nos EUA, limitando os ganhos da moeda americana. Nesse cenário, o real tende a ser beneficiado, impulsionado tanto pela perda de força global do dólar quanto pelo maior apetite por riscos observado ao longo da semana.
Serviços no Brasil No cenário doméstico, os investidores acompanham a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de março, que apontou crescimento de 0,3% no setor em relação a fevereiro. Trata-se da segunda alta consecutiva do indicador, o que ajuda a atenuar temores de uma desaceleração mais acentuada da economia brasileira, receio que vem ganhando força diante de sinais mais moderados da atividade e da manutenção da política monetária contracionista por parte do Banco Central. Ainda assim, o avanço de 0,3% ficou abaixo do registrado em fevereiro (+0,9%) e do observado em março do ano passado (+0,4%), reforçando a cautela na leitura dos dados econômicos. Diante desse desempenho ainda moderado do setor de serviços, tende a ganhar força a aposta de que o Banco Central manterá uma postura mais rígida na condução da política monetária, com juros elevados por um período mais prolongado, fator que também favorece o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




