Câmbio abre a terça estável, repercutindo decisão de juros na China e falas do Fed
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,65 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 100,4 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve concentrar atenções nas declarações de autoridades do Federal Reserve, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária do órgão em meio a um cenário de incertezas quanto aos rumos da economia norte-americana. Investidores avaliam, adicionalmente, a redução da taxa básica de juros da China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 10h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 10h00min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 14h00min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 18h00min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly – 20h00min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack – 20h00min.
Falas de dirigentes do Fed A taxa de câmbio do real apresentava tendência de estabilidade nas primeiras operações dessa terça-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,65 (10h20min). Ao longo da sessão, investidores acompanharão falas de uma série de autoridades do banco central americano, que devem ser perguntados sobre como avaliam o ambiente de incertezas econômicas atuais para o país e quais devem ser os próximos passos da política monetária do órgão. Ontem, alguns dirigentes do Federal Reserve reforçaram a estratégia de “esperar para ver” a evolução das políticas econômicas americanas antes de considerar possíveis mudanças na condução e sinalização para os juros no país. Por ora, os principais dados de mercado de trabalho e atividade econômica no país seguem mostrando sinais ambíguos, o que sugere que a economia americana ainda não sentiu o impacto mais amplo das políticas comerciais restritivas do governo Trump. Contudo, investidores temem que a economia americana possa desacelerar mais rapidamente enquanto o Fed opta por manter os juros mais elevados. Nesse sentido, caso as falas das autoridades reforçarem a percepção de que a economia americana permanece resiliente e que os riscos não exigem ações imediatas, é possível que investidores se mostrem mais otimistas quanto ao panorama do país, o que tende a fortalecer o dólar globalmente e, por contraste, prejudicar o desempenho do real.
Decisão de juros na China Investidores acompanham, adicionalmente, a decisão de política monetária na China, que reduziu sua taxa básica de juros pela primeira vez desde outubro de 2024. Segundo analistas, a magnitude da redução foi modesta, refletindo o caráter gradativo do afrouxamento monetário adotado nos últimos anos e revelando certa cautela por parte das autoridades chinesas em detrimento de medidas potencialmente mais agressivas. O corte faz parte de um pacote de medidas anunciado antes da redução das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, no início deste mês, e visam estimular a atividade econômica doméstica do país. Isto, por sua vez, tende também a melhorar as expectativas para o crescimento chinês e beneficiar moedas de países exportadores de produtos primários, como o real brasileiro.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




