Câmbio deve refletir novas tensões comerciais americanas e receios fiscais no Brasil
Cotações (10h30min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 98,9 pontos (-0,6%)
O mercado de divisas deve repercutir o ressurgimento das tensões comerciais entre EUA e China em meio a troca de acusações sobre descumprimento do acordo entre as nações, bem como a ameaça de Trump de elevar tarifas de importação esta semana sobre aço e alumínio e o rebaixamento da perspectiva da nota de crédito soberana do Brasil pela Moody’s.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial do Brasil de maio (S&P Global) – 10h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial americano de maio (S&P Global) – 10h45min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial americano de maio (ISM) – 11h00min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan – 11h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 13h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 14h00min.
Dólar se enfraquece globalmente em meio a novas tensões comerciais pelos EUA
Por que isso é importante: As novas ameaças de tarifas de importação e de “guerra comercial” pelos EUA aumenta as preocupações de impactos negativos sobre a economia americana e desvaloriza o dólar globalmente, o que favorece o desempenho do real.
Panorama: Recentemente, o presidente dos Estados Unidos voltou a escalar as tensões comerciais com outros países, afirmando que elevará a tarifas de importação sobre aço e alumínio para 50% nesta quarta-feira (04), ameaçando a União Europeia com tarifas de 50% e acusando a China de descumprir os termos do acordo de 12 maio para trégua nas barreiras comerciais aplicadas por ambos.
- Essas ações invertem drasticamente a direção que a Casa Branca procurava imprimir anteriormente, quando havia parado de exaltar os benefícios pretendidos com as barreiras comerciais e se esforçou para mudar o foco para possíveis benefícios de novos acordos comerciais.
- O movimento reacendeu as preocupações de investidores de que os EUA buscarão manter barreiras comerciais mais elevadas e uma postura de conflito com seus parceiros comerciais, o que pode resultar simultaneamente em menor crescimento econômico e maiores pressões inflacionárias para o país.
Conclusão: Os temores mail elevados de tensões comerciais pelos EUA provoca aversão global ao risco e fuga de ativos denominados em dólares. Embora o real costume ser prejudicado em momentos de maior estresse e incerteza, neste momento o enfraquecimento global do dólar prevalece e resulta em uma queda da taxa de câmbio na sessão.
Moody’s rebaixa perspectiva de nota de crédito soberana do Brasil
Por que isso é importante: Em meio a resistências do Congresso ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o rebaixamento da perspectiva de crédito brasileira pode aumentar os prêmios de riscos exigidos por investidores para ativos brasileiros, o que tende a enfraquecer o real.
Panorama: A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou, no fim de semana, a perspectiva para a nota de crédito soberana do Brasil de “positiva” para “estável”, mantendo a nota em “Ba1”.
- Na prática, o rebaixamento implica que a agência tem menor confiança na capacidade do governo de equilibrar as contas públicas e reduzir o ritmo de endividamento do país.
- O cenário de ceticismo e pessimismo de investidores com a condução da política fiscal resultou em forte desvalorização do real no ano passado e se mantém como um risco importante de novas desvalorizações no futuro.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




