Câmbio deve refletir inflação americana e falas de Haddad
Cotações (10h30min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,48 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 97,2 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de uma nova rodada de dados econômicos americanos, em meio à expectativa crescente de que o Federal Reserve pode iniciar seu ciclo de cortes de juros antes do que o esperado. No Brasil, investidores devem observar falas de autoridades econômicas ao longo do dia.
Agenda do dia (horário de Brasília):
- Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de junho (FGV) – 08h00min.
- Estatísticas monetárias e de crédito de maio (BC) – 08h30min.
- Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams – 08h30min.
- Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de maio (IBGE) – 09h00min.
- Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de maio (BEA) – 09h30min.
- Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Lisa Cook – 10h15min.
- Palestra da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack – 10h15min.
- Índice de confiança do consumidor dos EUA de junho (UMich) – 11h00min
- Palestra do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen – 11h10min.
- Relatório da Dívida Pública Federal (DPF) de maio (STN) – 14h30min.
- Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 14h30min.
- Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
Investidores observam novos dados econômicos nos EUA em meio a sinais de que o Fed pode cortar juros mais cedo
Medidas de inflação para os Estados Unidos (12 meses)

Fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA), U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.
O Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, referente a maio, apresentou variação mensal de 0,1%, em linha com o observado em abril e com as expectativas de analistas.
Por que isso é importante: a moderação recente no PCE, embora ainda superior à meta, pode reforçar a percepção de que a inflação americana continua se estabilizando, o que aumenta o espaço para um possível corte de juros pelo Fed.
Em detalhes: Com o avanço de 0,1% do PCE de maio, a alta acumulada em 12 meses passou de 2,2% para 2,3%, permanecendo acima da meta de 2% do Federal Reserve.
- Por outro lado, chamou atenção a retração inesperada dos componentes de renda e consumo, que recuaram 0,4% e 0,1%, respectivamente.
- Considerado o principal indicador de inflação monitorado pelo Fed, a moderação recente no PCE aumenta as apostas de investidores por cortes de juros no curto prazo.
- Outro indicador relevante que será divulgado hoje é o índice de confiança do consumidor de junho da Universidade de Michigan, amplamente utilizado como termômetro da atividade econômica norte-americana. As expectativas apontam para recuperação no mês, após quedas expressivas desde abril.
Panorama geral: Em testemunho ao Congresso nesta semana, a postura do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chamou a atenção de investidores ao mencionar que entende que se as pressões inflacionárias permanecerem sob controle nas próximas divulgações, o banco central americano “chegará a um ponto de corte de juros mais cedo do que tarde”.
Em resumo: A perspectiva de cortes adicionais nas taxas de juros nos Estados Unidos, estimulada pela desaceleração inflacionária sugerida pelo PCE, tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, o que costuma impactar negativamente o valor do dólar no cenário internacional.
No Brasil, investidores devem observar entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Em meio à derrota do governo com a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad concede entrevista às 14h30min.
Panorama geral: A resistência de parlamentares às medidas fiscais planejadas pela equipe econômica do governo tem gerado receios entre investidores quanto à possibilidade de piora das contas públicas.
- O Congresso Nacional aprovou, na quarta-feira (26), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba a proposta do governo que elevava alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
- O governo afirma que a suspensão reduzirá a receita de 2025 em R$ 10 bilhões e resultará em um novo bloqueio ou contingenciamento.
- Após a aprovação do PDL, em entrevista, o ministro afirmou que há a possibilidade de judicialização do tema.
- Além disso, afirmou que a equipe econômica estuda buscar uma nova fonte de receita ou fazer um novo corte no Orçamento, mas que isso iria "pesar para todo mundo".
Em resumo: O cenário ainda incerto e o impasse entre Executivo e Legislativo devem continuar gerando apreensão entre os investidores, o que tende a elevar o risco percebido nos ativos brasileiros e pode pressionar o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





