Câmbio deve refletir falas de Haddad
Cotações (10h10min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,56 (-0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 98,1 pontos (-0,4%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 08h30min.
Dólar começa a semana em leve baixa atentos a Haddad
Em dia de poucos eventos na agenda, acompanham falas do ministro da fazenda em entrevista enquanto monitoram as tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil.
Por que isso é importante: Investidores temem que o impasse entre as duas nações resulte na elevação das barreiras comerciais americanas, o que pode aumentar a percepção de riscos para ativos nacionais e enfraquecer o real.
Panorama: Após a Casa Branca anunciar inesperadamente a aplicação de tarifas de importação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 01 de agosto, os ativos brasileiros apresentaram volatilidade maior e desempenho pior em relação a outros emergentes.
- A vinculação das medidas tarifárias a questões políticas e jurídicas nacionais dificulta a possibilidade de amenização dessas tensões.
- Na sexta-feira, os temores de uma piora nas relações comerciais e diplomáticas entre os países aumentaram após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, cancelou os vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, “e de seus aliados na Corte, bem como de seus familiares imediatos”.
- Nesse cenário, investidores monitoram falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, buscando calibrar suas expectativas para um possível desfecho dos embates.
- Haddad afirmou que “vamos insistir na negociação comercial para que nós possamos encontrar um caminho de aproximação dos dois países que não tem razão nenhuma para estarem distanciados”.
- Porém, complementou que a “sanção” americana é fruto da “relação individual entre Trump e Bolsonaro” e que “não pod[e] desconsiderar” a possibilidade de os Estados Unidos não responderem as tentativas de negociação pelo Brasil.
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