▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,98 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~104,0 pontos (+0,1%)
O movimento do último pregão do mês deve ser acompanhado por maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. Adicionalmente, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação do Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal (PCE) de janeiro, indicador de inflação mais utilizado pelos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve em suas deliberações de política monetária.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de janeiro dos EUA (DOC) – 10h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos Estados Unidos (DOL) – 10h30min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) de Chicago de fevereiro (ISM) – 11h45min.
• Palestra do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic – 12h50min.
• Palestra do presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee – 13h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Palestra do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari – 15h15min.
• Palestra do presidente do Fed de New York, John Williams – 22h10min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial e de serviços da China de fevereiro (NBS) – 22h30min.
Taxa Ptax de fim de mês O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta quinta-feira, último dia do mês. O câmbio poderá apresentar maior volume de negócios e, também, maior volatilidade dentro das janelas de horários utilizadas pelo BC para o cálculo da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações durante estes intervalos, disputando a sua definição.
PCE de janeiro Após o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no 4° trimestre ter sido revisado para baixo na segunda leitura, mas sem alterar a percepção dos agentes de que a economia do país tem apresentado desempenho mais aquecido que o imaginado anteriormente e que o Fed deve continuar com sua postura cautelosa, os agentes agora reagem à divulgação do Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal (PCE) de janeiro pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos (DOC). O PCE recebe atenção especial dos investidores por se tratar do indicador de inflação mais utilizado durantes as reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, de modo que seus resultados repercutem nas apostas dos operadores para a política monetária americana. Para o resultado de janeiro, a mediana das estimativas prevê que deve haver uma aceleração dos preços, com alta mensal de 0,3% para o índice cheio e 0,4% para seu núcleo — que exclui preços mais voláteis como os de alimentação e energia —, de maneira que o resultado acumulado de 12 meses fique em 2,4% e 2,8%, respectivamente. Assim, caso o resultado do indicador fique em linhas com as expectativas — indicando um avanço da inflação maior que o observado no mês anterior, quando tanto o índice cheio quanto seu núcleo ficaram em 0,2% —ou venha mais forte que o previsto, o entendimento de que o nível de atividade da economia dos Estados Unidos tem causado fortalecimento das pressões inflacionárias e continuar a apostar na manutenção dos juros em patamares restritivos por mais tempo.





