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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir decisões do Copom e do FOMC

Cotações (09h15min):

Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,28 (-0,3%)

= Dollar Index (DXY): ~ 97,0 pontos (0,0%)

Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir as decisões de juros realizadas ontem pelos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
  • Decisão de juros do Banco Central da Inglaterra (BoE) – 08h00min.

Banco Central mantém Selic inalterada

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (17) manter inalterada a taxa básica de juros da economia (Selic), no patamar de 15% a.a.

  • A decisão de manutenção já era amplamente esperada pelos investidores, quando na reunião de julho a autoridade monetária comunicou que seria necessário manter “uma política monetária contracionista por período bastante prolongado”.

Por que isso é importante: A manutenção da Selic em patamar elevado favorece a atratividade dos ativos domésticos, especialmente ao coincidir com o provável início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos, ampliando o diferencial de juros, favorecendo operações de carreg (“carry-trade”) com a moeda brasileira e contribuindo para a valorização do real.

Em detalhes: O texto do comunicado repetiu vários trechos do comunicado da última reunião, ao incluir que “o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho"

  • Nesse sentido, o comitê reforça que não deve ter pressa para voltar a alterar a Selic, enfatizando que “seguirá vigilante”, ao invés de sinalizar uma “continuação na interrupção no ciclo de alta de juros” como fez no último comunicado, sugerindo que atingiu o patamar desejado por ora e não observa no momento a possibilidade de novas altas.

Panorama: A divulgação de índices de inflação mais moderados em agosto aumentou as apostas de que o início do ciclo de cortes pudesse ser discutido antes do que o esperado.

  • Em entrevista recente, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, contudo, ponderou que, embora as projeções de inflação estejam sendo revisadas para baixo, elas permanecem acima da meta para os próximos dois anos e a convergência ocorre de forma lenta.
  • Segundo ele, isso justificaria a manutenção da política monetária restritiva e reforça que o “Banco Central não pode se emocionar com dados pontuais”.
  • Além disso, a queda de preços em agosto foi influenciada especialmente pelo bônus de Itaipu nas contas de luz e pela redução no grupo Alimentação e bebidas, sazonalmente influenciadas. Por outro lado, o núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, e os preços de serviços permaneceram em patamar elevado.

Fed gera sinais divergentes e causa volatilidade nos mercados internacionais

A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deve continuar gerando volatilidade nos mercados financeiros internacionais nesta quinta-feira (18), à medida que investidores digerem sinais mistos transmitidos pela autoridade monetária.

  • Apesar de marcar o início do ciclo de cortes de juros, o comunicado trouxe alertas sobre a persistência da inflação e revelou a existência de uma diversidade de opiniões dentro do próprio Fed sobre a trajetória futura da taxa, levantando dúvidas quanto ao ritmo dos próximos ajustes.

Por que isso é importante: As expectativas para a trajetória de juros americanos influenciam a perspectiva de rentabilidade de títulos americanos e impactam a atração de investimentos estrangeiros, o que tende a influenciar o dólar globalmente.

Em detalhes: O comitê reduziu a taxa básica de juros dos EUA do intervalo entre 4,25% e 4,50% para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano.

  • Apenas o membro mais recente do Fed, Stephen Miran, que ingressou na instituição na terça-feira e está de licença do cargo de chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, divergiu, defendendo um corte de 0,50 p.p.
  • O foco dos investidores, no entanto, esteve na divulgação das Projeções Econômicas Sumarizadas, que apontaram expectativa majoritária por mais dois cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões restantes de 2025.
  • Já o tom cauteloso de Jerome Powell na coletiva de imprensa, sobretudo ao tratar de cortes em 2026, reforçou as incertezas: “no curto prazo, os riscos para a inflação estão inclinados para cima e os riscos para o emprego, para baixo, uma situação desafiadora para os formuladores de política monetária”.

Panorama: De modo geral, a leitura predominante entre investidores é de que o Fed pode começar a atribuir menor peso ao risco de que as políticas comerciais voláteis do governo Trump alimentem uma inflação persistente.

  • Em contrapartida, cresce a preocupação com o enfraquecimento da atividade econômica e com a possibilidade de aceleração da taxa de desemprego nos próximos meses.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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