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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir ata do FOMC e votação de MP no Congresso

Cotações (09h05min):

Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,36 (+0,1%)

Dollar Index (DXY): ~ 98,9 pontos (+0,3%)

O mercado de divisas deve repercutir a divulgação da ata da decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, bem como a votação no Congresso brasileiro do texto da medida provisória alternativa à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 10h20min.
  • Palestra do vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 10h30min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde– 13h10min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Ata da decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve – 15h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Neel Kashkari – 16h15min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee– 20h15min.

Ata do FOMC

Enquanto a paralisação do governo prejudica a divulgação de indicadores econômicos nos EUA, investidores devem buscar pistas sobre a trajetória dos juros americanos na ata da última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed).

  • Apesar de se referir a um encontro realizado há três semanas, o documento ganha relevância diante da falta de unanimidade entre os dirigentes na decisão, podendo dar mais indícios sobre o grau de alinhamento de outros membros do comitê com a proposta de Stephen Miran, que defendeu um corte mais agressivo de 0,50 p.p.

Por que isso é importante: Caso a ata reforce a expectativa de cortes mais graduais de juros nos próximos meses, tende a aumentar a atratividade dos títulos americanos, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e fortalecendo o dólar no mercado global.

Panorama: Em sua reunião do dia 17 de setembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto reduziu sua taxa de juros em 0,25 p.p., do intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a. para a faixa entre 4,00% e 4,25% a.a.

  • A ata trará detalhes sobre o debate do Comitê quanto ao desafio de equilibrar riscos inflacionários, com preços ainda subindo a um ritmo de acima da meta de 2%, contra sinais crescentes de enfraquecimento do mercado de trabalho, o que traria pistas para investidores sobre a velocidade e a intensidade do ciclo de cortes.
  • Segundo o presidente do Fed, Jerome Powell, “[este foi] um corte para gerenciamento de riscos”, visto que a inflação acelerou menos que o antecipado e com poucos indícios de efeitos das tarifas de importação, enquanto o mercado de trabalho se desacelerou mais intensamente que o previsto.
  • Além disso, Powell afirmou que “não houve amplo apoio para um corte de 0,50 p.p.”, sugerindo que não há pressa para novas reduções.

Projeções contraditórias: As Projeções Econômicas Sumarizadas divulgadas após a decisão mostraram que 10 dos 19 integrantes do FOMC antecipam pelo menos mais dois cortes nas duas decisões que restam este ano, enquanto 7 não enxergavam mais nenhuma redução.

  • Adicionalmente, há elevado grau de dispersão nas expectativas para os juros em 2026 e 2027, o que sugere baixo grau de confiança entre os integrantes quanto à evolução da economia nos próximos anos.
  • Os comentários de Powell e a dispersão das projeções econômicas resultaram em uma leve diminuição das apostas de investidores por cortes de juros pelo Fed.

 

Votação da medida que substitui o aumento do IOF

No cenário doméstico, investidores monitoram a tramitação da Medida Provisória (MP) que eleva uma série de impostos para compensação de um aumento menor para o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

  • A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até as 23h59min de hoje. Caso contrário, perderá validade.

Por que isso é importante: Caso a MP seja aprovada com alterações significativas, ela pode resultar em um aumento da percepção de riscos fiscais para ativos brasileiros e dificultar a atração de investimentos estrangeiros, o que enfraqueceria o real.

Panorama: Ontem, o real esteve entre as moedas de pior desempenho, refletindo, em parte, a intensificação das preocupações fiscais após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que a proposta de tarifa zero no transporte público deve integrar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

  • Na semana passada, também, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Projeto de Lei que amplia a isenção sobre o Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e aumenta a tributação sobre contribuintes com renda acima de R$ 50 mil mensais.
  • O secretário de Reformas Econômicas, Marcos Pinto, acredita que a equipe econômica terá de ceder em alguns pontos para conseguir aprovar a MP, como corte de benefícios tributários e a tributação de títulos incentivados, como Letras de Crédito Agrícola e Imobiliário (LCA e LCI, respectivamente).
  • Isto, por sua vez, diminuiria a arrecadação prevista pelo governo e dificultaria o atingimento das metas de resultado primário previstas pelo arcabouço fiscal.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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