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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir decisão de juros nos EUA

Cotações (09h10min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,35 (0,0%)
Dollar Index (DXY): ~ 98,8 pontos (+0,1%)

O mercado de divisas deve repercutir a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, em meio a um ambiente de negócios mais otimista com um possível alívio nas tensões comerciais americanas.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Estatísticas monetária e de crédito de setembro (BC) – 08h30min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Relatório da Dívida Pública Federal (DPF) de setembro (STN) – 14h30min.
  • Decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – 15h00min.
  • Coletiva de imprensa do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 15h30min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 16h30min.

Decisão do Federal Reserve

Há praticamente consenso de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) reduzirá sua taxa básica de juros na decisão de hoje, saindo do intervalo de 4,25% a 4,00% a.a. para a faixa entre 4,00% a.a. e 3,75% a.a.

 

Por que isso é importante: A redução da taxa de juros nos Estados Unidos tende a diminuir a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano, reduzindo a atratividade dos investimentos em dólar e pressionando a moeda para baixo no mercado global.

  • Esse movimento pode beneficiar particularmente moedas de economias com taxas mais elevadas, como o real, ao ampliar o diferencial de juros entre Brasil e EUA.

 

Panorama: A decisão de hoje ocorre em um contexto atípico, marcado pela ausência de dados econômicos relevantes devido à paralisação parcial do governo americano, que já dura 29 dias.

  • A falta de novas informações limita a base técnica tradicionalmente utilizada pelo Fed para calibrar sua política monetária, tornando a decisão mais dependente da inércia da reunião anterior e da avaliação qualitativa do cenário.
  • A paralisação impediu a divulgação do Relatório de Situação de Emprego ("payroll") referente a setembro, um dos principais insumos para a discussão do FOMC
  • Embora os dirigentes do Fed considerem que o mercado de trabalho permaneça relativamente equilibrado, há preocupação com sinais de desaceleração na criação de vagas e risco de cortes adicionais, refletindo incertezas sobre o crescimento econômico
  • As apostas por um corte foram reforçadas também pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), publicada com atraso na última sexta-feira (24), que mostrou alta da inflação abaixo das estimativas, sinalizando espaço para flexibilização monetária
  • Diante desse quadro, o FOMC deve justificar sua decisão com base na ausência de pressões inflacionárias e na necessidade de mitigar riscos de enfraquecimento da atividade econômica
  • Mais do que a decisão em si, investidores devem acompanhar atentamente a coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, após o anúncio, buscando sinais sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes

 

Alívio nas tensões comerciais

Investidores globais seguem atentos à agenda comercial dos Estados Unidos durante a visita do presidente Donald Trump à Ásia, aguardando com expectativa sobretudo a reunião marcada para amanhã com o líder chinês Xi Jinping.

  • Nesta manhã, Trump anunciou também um novo alinhamento no acordo comercial com a Coreia do Sul, após semanas de negociações
  • Além disso, o Senado norte-americano aprovou ontem um projeto que revoga as tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros

 

Por que isso é importante: As sinalizações de redução das tensões comerciais tendem a diminuir a percepção de riscos de uma desaceleração mais acentuada do crescimento global. Esse cenário tende a estimular o apetite por risco entre investidores, favorecendo ativos emergentes e moedas como o real.

 

Panorama: O principal foco dos investidores está na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para amanhã. Ontem, Trump indicou disposição para reduzir tarifas sobre produtos chineses em troca do compromisso de Pequim de conter a exportação de químicos usados na produção de fentanil.

  • No caso da Coreia do Sul, o acordo anunciado hoje encerra um impasse iniciado em julho, quando Seul aceitou investir cerca de US$350 bilhões nos Estados Unidos em troca de tarifas mais baixas. As tratativas sobre a estrutura desses investimentos estavam paralisadas até o momento.
  • Quanto ao Brasil, embora o Senado tenha aprovado a suspensão das tarifas sobre produtos brasileiros, a medida não deve entrar em vigor, visto que a Câmara dos Deputados do país tem impedido a análise de qualquer questionamento às tarifas americanas, enquanto Trump dificilmente ratificaria a lei caso a Câmara aprovasse a medida.
  • Contudo, a votação feita pelo Senado traz indícios de insatisfações de parlamentares com as sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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