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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir dados americanos e expectativa pela decisão do Copom

Cotações (09h05min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,39 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~ 100,2 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para empregos privados e para a atividade de serviços nos EUA em outubro, enquanto investidores nacionais se mantêm em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços e composto do Brasil de outubro (S&P Global) – 10h00min.
  • Relatório de emprego do setor privado nos EUA de agosto (ADP) – 10h15min.
  • Índice Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços e composto dos Estados Unidos de outubro (S&P Global) – 11h45min.
  • Índice Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços e composto dos Estados Unidos de outubro (ISM) – 12h00min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – 18h30min.

Dados americanos

Nesta quarta-feira, a divulgação de dados de atividade econômica para os Estados Unidos deve orientar o sentimento de risco entre investidores, ao oferecerem sinais sobre a resiliência da economia americana e possíveis pistas para a condução da política monetária pelo Federal Reserve.

  • Em destaque, estão os números de criação de empregos no setor privado, medidos pela ADP, e o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços do ISM, ambos referentes a outubro.
  • Esses indicadores ganham relevância adicional diante da paralisação do governo americano desde o início de outubro, que suspendeu a divulgação de dados oficiais e aumentou a relevância de indicadores privados e regionais na avaliação da conjuntura econômica.

 

Por que isso é importante: Caso os dados apontem recuperação na geração de vagas no setor privado e resiliência da atividade do setor de serviços, podem reforçar a percepção de que a economia americana segue mais robusta do que o esperado.

  • Esse cenário tende a reduzir as apostas em cortes rápidos de juros pelo Fed, sustentando os rendimentos dos títulos do tesouro americano e fortalecendo o dólar globalmente.

 

PMI de serviços: A mediana das projeções indica que o PMI de serviços de outubro deve avançar de 50,0 para 51,0 pontos, voltando a superar a faixa de 50 pontos que sugere expansão da atividade do setor.

  • Vale mencionar também que as divulgações recentes têm sinalizado forte avanço no componente de preços pagos e leve retração no componente de empregos, o que, por sua vez, tem gerado receios de uma possível quadro de “estagflação” no país, quando se observa desaceleração econômica combinada de aceleração da inflação.

 

Dados de emprego da ADP: A mediana das estimativas para a criação de vagas no setor privado em outubro aponta para uma recuperação moderada, saindo da retração de -32 mil vagas em setembro para um avanço de cerca de 32 mil vagas no último mês.

  • Essa leitura será particularmente relevante em meio ao segundo mês consecutivo sem divulgação de dados mais observados de emprego, como o JOLTs e o Relatório de Situação de Emprego (“payroll”), cuja publicação permanece suspensa pela paralisação do governo americano.

 

Compasso de espera pela decisão do Copom

No cenário doméstico, investidores devem operar em compasso de espera pela decisão desta quarta-feira, após o fechamento dos mercados, do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que deve manter a taxa básica de juros (Selic) em 15,00% a.a.

 

Por que isso é importante: A perspectiva de que a Selic permanecerá em patamar elevado por um prazo prolongado tende a elevar as projeções de retorno dos títulos públicos brasileiros.

  • Isto, por sua vez, aumenta a atratividade dos ativos domésticos, sobretudo após o recente corte de juros nos Estados Unidos, ampliando o diferencial de taxas e contribuindo para a valorização do real.

 

Audiência judicial sobre as tarifas de Trump

Nesta quarta-feira, a partir das 11h (horário de Brasília), a Suprema Corte dos Estados Unidos realizará uma audiência para ouvir os argumentos sobre a legalidade da aplicação de tarifas “recíprocas” de importação pela Casa Branca.

 

Por que isso é importante: Caso a Suprema Corte americana decida que as tarifas “recíprocas” são ilegais, a insegurança sobre as políticas comerciais americanas pode aumentar, o que resultaria em maior aversão global a riscos e prejudicar o desempenho de ativos arriscados, como o real.

 

Panorama: No final de maio, um painel de três juízes da Corte Internacional de Comércio dos Estados Unidos decidiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, extrapolou os limites jurídicos de sua autoridade ao impor tarifas de importação por meio de declaração de Estado de Emergência pela IEEPA (International Emergency Economic Powers Act), uma lei de 1977.

  • A decisão não questionava a declaração do estado de emergência em si, mas que a lei utilizada, a IEEPA, não permite a imposição de tarifas de importação de forma unilateral para quase todas as nações mundiais ao mesmo tempo.
  • Essa decisão foi sustentada em um recurso ao Circuito Federal dos Estados Unidos por sete votos a quatro.
  • Na sequência, o governo americano recorreu à Suprema Corte do país, que determinou que a ordem judicial deve ficar suspensa enquanto a Suprema Corte analisa o mérito do tema.
  • A arguição oral dos advogados das partes envolvidas é uma das últimas etapas da análise do mérito da ação, mas é incerto quando a Suprema Corte deve divulgar sua decisão.

 

Alternativas jurídicas: Caso a Suprema Corte reafirme a ilegalidade das “tarifas recíprocas”, é bastante provável que a Casa Branca irá buscar alternativas para aplicá-las.

  • Adicionalmente, uma decisão contrária à Casa Branca poderia permitir que importadores solicitem reembolso dessas tarifas pagas, montante estimado pela Bloomberg em US$ 195 bilhões, ou mais da metade das receitas alfandegárias obtidas este ano.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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