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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir ata do Copom e dados americanos

 

Cotações (09h05min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,43 (+0,3%)
Dollar Index (DXY): ~ 98,2 pontos (-0,1%)
 

Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir as divulgações do Relatório de Situação de Emprego (“´Payroll”) nos Estados Unidos e da ata da última decisão de política monetária do Banco Central, com investidores buscando calibrar as decisões de juros no Brasil e nos EUA.

 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Ata da decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) – 08h00min.
  • Monitor do PIB de outubro (FGV) – 10h15min.
  • Pesquisa semanal de empregos privados dos Estados Unidos (ADP) – 10h15min.
  • Relatório de Situação de Emprego dos EUA de novembro (BLS) – 10h30min.
  • Vendas no varejo dos EUA de outubro (Census) – 10h30min.
  • Índice de atividade de serviços do Federal Reserve de Nova Iorque de dezembro – 10h30min
  • Prévias dos Índices Gerentes de Compras (PMI) de serviços, industrial e consolidado dos EUA de novembro – 10h45min.

“Payroll” nos Estados Unidos

Variação no total de empregos urbanos (mil pessoas) e da taxa de desemprego (%) nos Estados Unidos

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Fonte: U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.

Nesta terça-feira, investidores devem repercutir a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, com ênfase ao Relatório de Situação de Emprego (“payroll”) de outubro e novembro, principal indicador sobre o mercado de trabalho acompanhado no país.

  • A mediana das estimativas indica que a criação líquida de empregos passe de 119 mil em setembro para 40 mil em novembro. Esse resultado sugere uma desaceleração gradativa do mercado de trabalho americano, porém sem sugerir uma piora intensa.

 

Por que isso é importante: Caso a projeção se confirme, ela deve reforçar a percepção de que não há urgência para novos cortes de juros no país, estimulando uma postura mais cautelosa do Federal Reserve em suas próximas decisões de política monetária.

  • Isto, por sua vez, tende a ampliar o rendimento de títulos do Tesouro americano (Treasuries), favorecendo a atração de capital externo e fortalecendo o dólar globalmente.

 

Dados atrasados: Nesta semana, o Departamento de Estatísticas Trabalhistas (BLS) americano irá divulgar o Relatório da Situação de Emprego, na terça (16), e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), na quinta (18), ambos referentes aos meses de outubro e novembro.

  • A divulgação destes dados foi atrasada pela paralisação de 43 dias do governo americano.
  • A qualidade dos dados de inflação pode ser menor que o habitual para esses dois meses, visto que aproximadamente 2/3 dos cerca de 100 mil preços pesquisados pelo CPI são coletados em visitas presenciais a lojas.
  • Adicionalmente, não haverá a publicação da pesquisa de domicílios do Relatório da Situação do Emprego referente a outubro, pois a paralisação impediu a realização de aproximadamente 60 mil ligações telefônicas para coleta de suas informações.
  • Embora a interpretação dos dados possa gerar incertezas, analistas avaliam que o mercado de trabalho deve ter se mantido próximo ao padrão recente, marcado por uma lenta desaceleração da geração de empregos e por uma elevação gradual da taxa de desemprego.

 

Ata da decisão do Copom

No Brasil, investidores devem repercutir a divulgação da ata da decisão da última quarta-feira (10) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que manteve a taxa básica de juros (Selic) estável em 15,00% a.a. pela quarta decisão consecutiva.

  • A ata trouxe poucas surpresas aos investidores, que já esperavam que fosse reforçado o tom mais duro e de cautela por parte do Comitê com relação ao seu compromisso de estabilização inflacionária.
  • Em particular, investidores buscavam possíveis sinalizações quanto à possibilidade de um corte de juros na decisão de 29 de janeiro, após o Comitê realizar apenas mudanças sutis em seu comunicado, o que não aparece de forma clara na ata.

 

Por que isso é importante: A sinalização de maior cautela pelo Banco Central na realização de um ciclo de cortes de juros no Brasil tende a aumentar o rendimento dos títulos domésticos e favorecer a atração de capitais externos, o que pode favorecer o real frente ao dólar ao longo da sessão.

 

Mudanças sutis no comunicado: Ao contrário do antecipado por analistas, o trecho que explicita a estratégia de manutenção dos juros altos por “período bastante prolongado” foi mantido no comunicado.

  • Nas semanas anteriores, integrantes do BC haviam sinalizado que esse “período prolongado” tem seu início desde a decisão de junho, quando a Selic foi elevada para 15,00% a.a., com efeitos cumulativos sobre a economia desde então.
  • Por isso, investidores antecipavam que o Copom retiraria da comunicação oficial a avaliação de que os juros devem permanecer em 15% ao ano por “período bastante prolongado” para sinalizar a proximidade de um ciclo de cortes, o que não ocorreu.
  • Por outro lado, o Comitê acrescentou a expressão “em curso” e substitui “suficiente” por “adequado” no trecho “O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
  • Isto sugere que o período prolongado já começou no passado e continua em vigor, aproximando a possibilidade de seu fim, porém não há clareza quanto ao significado da mudança de “suficiente” por “adequado”.

 

Dúvidas quanto ao começo dos cortes: Embora essas mudanças tenham sido em direção à possibilidade de um corte de juros, elas foram tão sutis que investidores interpretaram que é mais provável que esse corte ocorra em março.

  • Por isso, ao descrever as discussões e análises ocorridas na reunião do Copom, a ata pode fornecer detalhes importantes para calibrar as expectativas de investidores quanto ao momento de início do ciclo de cortes.

 

Expectativa pelo RPM: Nesta quinta-feira (18), o Banco Central publicará o Relatório de Política Monetária (RPM) referente ao quarto trimestre, divulgação que será seguida por entrevista coletiva do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen.

  • O RPM é a análise mais abrangente do Banco Central sobre o ambiente macroeconômico doméstico e internacional e inclui projeções para os principais indicadores macroeconômicos brasileiros para os próximos anos.
  • Em particular, investidores estarão atentos às projeções para inflação e Produto Interno Bruto do país, que podem influenciar as expectativas para a trajetória da Selic.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 124070Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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