O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Banner Currencies

Câmbio deve refletir PIB nos EUA e IPCA-15 no Brasil

 

Cotações (09h10min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,59 (0,0%)
Dollar Index (DXY): ~ 97,9 pontos (-0,3%)
 

Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir as divulgações de dados econômicos para Brasil e EUA, buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros em ambos os países.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA-15) de dezembro (IBGE) – 09h00min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA do 3º trimestre (PCE) – 10h30min.
  • Primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 3º trimestre (BEA) – 10h30min.
  • Encomendas de bens duráveis de outubro dos EUA (Census) – 10h30min.
  • Produção industrial americana de outubro (Federal Reserve) – 11h15min.
  • Confiança do consumidor americano de dezembro (Conference Board) – 12h00min

PIB dos Estados Unidos

Nesta terça-feira, investidores estarão atentos à divulgação de importantes indicadores sobre a economia dos Estados Unidos enquanto tentam calibrar suas expectativas com relação à trajetória dos juros no país.

  • Em destaque, estão a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), ambos referentes ao terceiro trimestre de 2025.
  • As projeções indicam moderação no ritmo de crescimento do PIB e manutenção da inflação em patamar superior à meta de 2% ao ano perseguida pelo Federal Reserve.

 

Por que isso é importante: Caso as estimativas se confirmem, os dados devem reforçar a percepção de que não há urgência para novos cortes no país, o que pode sustentar uma postura mais cautelosa dos membros do Federal Reserve.

  • Esse cenário, por sua vez, tende a manter os rendimentos dos Treasuries elevados, favorecendo a entrada de capital externo e fortalecendo o dólar globalmente.

 

PIB: A mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dos EUA indica desaceleração do crescimento anualizado para 3,2%, após avanço de 3,8% no segundo trimestre.

  • Apesar da perda de ritmo, caso se confirme, o resultado deve ser considerado suficiente para afastar percepções de enfraquecimento excessivo da economia.
  • O investimento empresarial deve ter sido um dos principais contribuidores para o crescimento da economia americana no período, refletindo a continuidade dos gastos relacionados à inteligência artificial em propriedade intelectual e equipamentos, embora os investimentos em estruturas, como fábricas, devam ter recuado por mais um trimestre.
  • O desempenho também pode ter sido favorecido por um déficit comercial menor, resultado das oscilações nas importações provocadas pelas tarifas comerciais do governo Trump.
  • Por outro lado, os gastos residenciais, que incluem construção e vendas, devem ter registrado contração pelo terceiro trimestre seguido, levantando preocupações sobre a sustentabilidade da expansão econômica. O mercado imobiliário tem sido pressionado por taxas hipotecárias elevadas e pelo aumento dos custos de construção.
  • Investidores temem, adicionalmente, que o "boom" da IA esteja mascarando os efeitos adversos da guerra comercial, dado o peso significativo desses investimentos na expansão recente do PIB.

 

PCE: As estimativas medianas para o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) do 3º trimestre nos EUA apontam avanço de 2,9% anualizado tanto no índice cheio quanto no núcleo, que exclui alimentação e energia.

  • Esse ritmo avança ligeiramente frente à variação anterior, sinalizando que a pressão inflacionária permanece consistente, ainda que tenha desacelerado ao longo do ano.
  • O PCE é a métrica inflacionária preferida pelo Federal Reserve por refletir melhor os padrões de consumo das famílias.
  • A taxa anualizada próxima a 3% indica que a inflação segue acima da meta de 2%, o que pode reduzir as apostas por cortes adicionais de juros nas próximas reuniões do FOMC, reforçando a postura cautelosa da autoridade monetária.

 

Dúvidas sobre cortes de juros: Na última reunião, em 10 de dezembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) reduziu a taxa básica em 0,25 p.p., para a faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

  • Apesar do corte, o Comitê sinalizou prudência e registrou três votos contrários, algo inédito desde setembro de 2019.
  • O elevado grau de dispersão é fruto, principalmente, de estatísticas econômicas contraditórias para os EUA, com alguns indicadores sugerindo um desempenho mais vigoroso e outros sugerindo um desempenho mais fraco que o esperado.

 

Atraso nos dados: A divulgação da maior parte dos dados nas próximas duas semanas havia sido postergada devido à paralisação de 43 dias do governo americano, o que pode comprometer a qualidade das estatísticas, já que parte da coleta foi interrompida durante os meses de referência.

 

IPCA-15

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou alta moderada em dezembro.

 

Por que isso é importante: A moderação da inflação no Brasil tende a reforçar a percepção de estabilização de preços no Brasil e aumentar levemente as apostas de cortes na taxa básica de juros (Selic) em 2025, o que pode prejudicar o rendimento de títulos brasileiros e contribuir para um enfraquecimento do real.

 

Em detalhes: A variação mensal do IPCA-15 se acelerou moderadamente de 0,20% em novembro para cerca de 0,25% em dezembro.

  • Com essa aceleração, o IPCA-15 fecha o ano com alta de 4,41%, abaixo do teto da meta de inflação do Banco Central.
  • A alta de dezembro foi influenciada por um forte avanço nos preços de Transportes, especialmente no índice de passagens aéreas.
  • Por outro lado, o grupo de Despesas pessoais desacelerou na passagem de novembro (0,85%) para dezembro (0,46%)

 

Cautela com cortes de juros: Embora a alta moderada do IPCA-15 tenda a contribuir para aliviar os temores inflacionários, isoladamente o dado não deve mudar de forma significativa as expectativas de investidores para os juros brasileiros.

  • As autoridades do Banco Central têm comunicado de forma consistente que exigirá a confirmação de uma tendência de estabilização de preços por mais meses antes de dar como certo um corte na próxima reunião.
  • A maior parte das apostas de investidores indica que os cortes de juros devem começar em março.

 

Saída sazonal de dólares do Brasil

Ontem, a dinâmica do mercado de divisas e a forte desvalorização do real parecem ter refletido efeitos técnicos associados à saída sazonal de dólares do país.

  • O fim do ano é tradicionalmente marcado por maior volume de remessas de lucros ao exterior, reduzindo a oferta de moeda americana no mercado doméstico e potencializando movimentos especulativos, o que tende a acentuar oscilações no câmbio.
  • Por isso, é comum também que aconteçam intervenções cambiais por parte do Banco Central nesse período, a fim de estabilizar a demanda por dólares no mercado.

 

Panorama: Do ponto de vista cambial, esse movimento é recorrente e distribuído ao longo de dezembro, impulsionado por vetores específicos:

  • Remessas de lucros e dividendos por empresas com controle estrangeiro, concentradas após o fechamento contábil.
  • Pagamentos de serviços e contratos internacionais (royalties, tecnologia, afretamento, seguros), frequentemente liquidados no encerramento do exercício.
  • Rebalanceamento de portfólios por investidores estrangeiros, com redução de exposição a mercados emergentes.
  • Fechamento de posições cambiais por bancos e empresas antes do encerramento do ano, visando ajustes contábeis e regulatórios.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 124378Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.