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Abertura de Câmbio

By: Vitor Andrioli, Market Intelligence Manager - Brazil

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Câmbio deve repercutir dados de inflação nos EUA e escalada dos riscos geopolíticos

 

Cotações (09h10min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,37 (0,0%)

= Dollar Index (DXY): ~ 98,96 pontos (0,0%)

Em dia de agenda nacional esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, após dois meses em que a coleta de dados foi prejudicada devido à paralisação do governo americano. Além do indicador, os investidores também devem seguir atentos à escalada dos riscos geopolíticos após declarações do presidente Trump a respeito do Irã.

 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro (IBGE) – 09h00min.
  • Pesquisa semanal de empregos privados dos Estados Unidos (ADP) – 10h15min.
  • Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de dezembro (BLS) – 10h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 12h35min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 18h00min.

 

Inflação nos Estados Unidos

EUA: Histórico e expectativa para a taxa de juros – atualizado em 13 de janeiro de 2026image 124991

Fonte: CME FedWatch Tool. Elaboração: StoneX.  Refere-se à aposta com maior probabilidade no mercado futuro de juros na data indicada.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) desta terça-feira (13) deve indicar aceleração da inflação americana em dezembro, após dois meses em que a coleta de dados foi prejudicada pela paralisação de 43 dias do governo dos Estados Unidos.

 

Por que isso é importante: A provável leitura mais aquecida do CPI tende a diminuir as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve e favorecer a perspectiva de rendimentos de títulos americanos, o que tende a fortalecer o dólar globalmente.

 

Em detalhes: As projeções apontam para uma inflação anual de 2,7%, mantendo o nível registrado em novembro.

  • Apesar das estimativas, a ausência de alguns dados devido à paralisação do governo americano junto das altas sazonais do período de festas de final de ano pode levar a um avanço mais intenso do indicador nessa divulgação.
  • Embora não tenha divulgado a variação mensal de novembro, o Bureau of Labor Statistics (BLS) informou que os preços subiram 2,7% nos 12 meses até novembro. A desaceleração surpreendente da última divulgação refletiu, segundo analistas, uma queda incomum nos preços de aluguéis e outros custos habitacionais, itens com peso elevado no cálculo da inflação e que têm sido fonte de preocupação para muitas famílias.

 

Pausa nos cortes de juros: Além dos dados inflacionários, os números mais recentes do mercado de trabalho, divulgados na semana passada, indicam um cenário estável, apesar de leve desaceleração, o que reduz as apostas de cortes nas taxas de juros.

  • Em meio a esse cenário de inflação ainda elevada e dados de atividade econômica sugerindo estabilidade, as principais apostas do mercado indicam manutenção das taxas de juros nas próximas três reuniões, com retomada dos cortes apenas em junho de 2026.
  • Essa perspectiva é reforçada pelo fim do mandato de Jerome Powell, previsto para 15 de maio. O presidente Donald Trump, responsável pela próxima indicação, tem reiterado que escolherá um dirigente mais alinhado a uma política monetária menos restritiva, o que pode abrir espaço para cortes mais adiante.

 

Riscos geopolíticos no radar dos investidores

Desde o final da semana passada, o mercado vem observando um aumento das tensões entre EUA e Irã, com os protestos populares em Teerã e a repressão policial contra os manifestantes resultando em medidas da Casa Branca contra o governo iraniano.

Dentre as medidas anunciadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, não descartou a possibilidade de uma intervenção militar no país. Adicionalmente, Trump também confirmou a imposição de uma taxação de 25% sobre países compradores de produtos fornecidos pelo Irã.

 

Por que isso é importante: A possibilidade de uma intervenção norte-americana no Irã amplia os riscos de uma nova escalada militar no Oriente Médio, o que pode resultar em uma fuga de ativos de risco e a busca por portos-seguros. Paralelo a isso, a ameaça de novas taxações atinge principalmente a China, que se mostra uma parceira comercial estratégica para o Irã, principalmente na compra de petróleo pesado.

  • Atualmente, o Irã produz cerca de 3,2 milhões de barris por dia de petróleo pesado, escoando boa parte desse volume para o mercado chinês através da chamada “shadow fleet”;
  • A ameaça de novas tarifas atinge principalmente a China, em um contexto em que o país asiático vem buscando ampliar as compras do petróleo iraniano, que tem características muito parecidas com a commodity comercializada pela Venezuela, cujos fluxos caíram após a intervenção norte-americana em Caracas;
  • Há um receio de que novas incursões militares pelos EUA no Oriente Médio gere uma desestabilização geopolítica na região, influenciando na ampliação de riscos macroeconômicos em um horizonte de médio prazo.


TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 124992Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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