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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Caos tarifário volta ao centro das atenções

Nesta segunda-feira (23), o mercado repercutia a decisão da Casa Branca de elevar a tarifa global de importação dos Estados Unidos de 10% para 15%. O anúncio, em resposta à derrubada das tarifas recíprocas pela Suprema Corte americana (leia mais aqui) na última sexta-feira, reacendeu o caos tarifário e os receios com a incerteza da política econômica da maior economia do mundo.

O dólar operava em leve alta na abertura da sessão, cotado a R$ 5,185, registrando variação de +0,2%. Esse movimento a recuperação do dollar index, que, após recuo mais intenso durante a madrugada, se reaproximava do fechamento anterior e era cotado a 97,77 pontos (-0,03%). Os futuros de ações em Wall Street, por sua vez, operavam no vermelho, precificando os possíveis impactos das novas tarifas sobre o ambiente de negócios, enquanto ouro e prata eram impulsionados pela busca por segurança.

As cotações internacionais do petróleo operavam próximas da estabilidade diante da perspectiva de crescimento econômico global mais desacelerado – em um cenário de tarifas de importação americanas mais elevadas – e da abertura da terceira rodada de negociações para um acordo nuclear com o Irã. Mais cedo, o barril do Brent chegou a ser negociado a US$ 71,01 (-1,05%), mas a baixa foi atenuada em linha com os riscos de escalada de um conflito no Oriente Médio.

Cotações (09h15min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,18 (+0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~97,79 pontos (0,0%)

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Sondagem do Consumidor de fevereiro (FGV) – 08h00min.
  • Boletim Focus semanal (BC) – 08h25min.
  • Palestra do membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 10h00min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 14h30min.
  • Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.

Casa Branca eleva tarifas a 15%

No sábado (21), o presidente americano Donald Trump atualizou a tarifa global sobre as importações dos Estados Unidos, de 10% – conforme anunciado na véspera – para 15%. Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que, ao aplicar tarifas discricionárias sobre parceiros comerciais dos Estados Unidos por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), Trump excedeu sua autoridade à frente do Poder Executivo.

Por meio de uma postagem na Truth Social, o presidente americano anunciou a elevação imediata das tarifas para o nível “completamente aprovado e testado legalmente” de 15%. O presidente americano pode aplicar tarifas de até 15%, por meio da Seção 122 do Ato de Comércio de 1974, com validade de 150 dias e dependente de aprovação do Congresso.

 A medida reduziria o impacto tarifário sobre países como Brasil, China e Índia, contudo, levanta dúvidas para economias como Reino Unido, União Europeia e Austrália, que haviam firmado acordos tarifários específicos com os EUA.

 

Fala de Christine Lagarde

O dia de agenda esvaziada também pode manter investidores atentos às novas declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda‑feira, sobretudo diante da possibilidade de que Lagarde volte a comentar os impactos das incertezas comerciais com os Estados Unidos sobre a economia europeia, além das discussões recentes sobre seu futuro à frente da instituição.

Panorama: Em discurso no final de semana, Lagarde foi enfática ao afirmar que as medidas tarifárias mais recentes anunciadas pelo presidente Donald Trump, que elevaram as tarifas de importação “universais” de 10% para 15%, podem desestabilizar o “equilíbrio” previamente negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos.

  • Questionada sobre seu futuro no comando do BCE, em meio a especulações de que poderia deixar o cargo antes do fim de seu mandato, Lagarde afirmou estar “focada em uma missão”.
  • “Meu cenário‑base é que ficarei até o fim do meu mandato”, declarou.
  • Na última quarta‑feira (18), circularam notícias indicando que Lagarde estaria avaliando a possibilidade de renunciar antes do término do mandato, previsto para abril de 2027.
  • Segundo noticiado, a eventual decisão buscaria permitir que o presidente francês, Emmanuel Macron, influenciasse a escolha de seu sucessor ou sucessora antes das próximas eleições nacionais.

Por que isso é importante: As declarações desta segunda‑feira podem oferecer novas sinalizações sobre a condução futura da política monetária do BCE. Nesse sentido, suas falas têm potencial de influenciar a cotação do euro frente ao dólar, movimento que, de forma indireta, pode repercutir também sobre o real.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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