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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve refletir possível alívio do conflito no Oriente Médio

Cotações (09h05min):
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,16 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~98,74 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve repercutir o clima de incerteza em relação às tensões no Oriente Médio, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito está “praticamente concluído”, apesar da falta de avanços diplomáticos. Na esfera econômica, a agenda de indicadores do dia está vazia, de forma que a pauta política deve ser o principal direcionador da sessão de hoje.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Relatório semanal de empregos privados nos EUA (ADP) – 10h15min.
  • Vendas de imóveis residenciais usados nos EUA (NAR) em fevereiro – 11h00min.

Incertezas sobre um possível alívio no conflito

Na segunda-feira (09), o presidente Donald Trump afirmou que o conflito no Oriente Médio estava “praticamente concluído” e que “terminará em breve”, o que gerou um movimento de retomada do apetite por risco nas últimas horas da sessão de ontem.

  • Contudo, após a fala de Trump, o regime iraniano respondeu afirmando que Teerã que definirá o fim do conflito, gerando dúvidas se o fim está de fato próximo.
  • Em relação ao bloqueio no estreito de Ormuz, principal fator de impacto econômico gerado pelo conflito, um representante da Guarda Revolucionária afirmou que não permitirá o transporte de petróleo até o fim dos ataques.
  • Dessa forma, apesar da fala de Trump seguir contribuindo para um movimento de apetite por risco nesta manhã, ainda existem incertezas a respeito de um cessar-fogo na região.

 

Preços do petróleo respondem a um possível alívio: Desde a fala do presidente americano, por volta das 16h20min de ontem (horário de Brasília), o petróleo Brent já recuou cerca de 7%.

  • Esse movimento foi apoiado, também, pelas notícias de que países do G7 discutiram uma liberação coordenada de reservas emergenciais, por meio da Agência Internacional de Energia.
  • Contudo, as incertezas sobre um cessar-fogo entre os países continuam limitando o recuo dos preços.

 

Irã não parece disposto a negociar: No curto prazo, as perspectivas de retomada das conversas entre Irã e EUA não parecem positivas.

  • Além da escalada da retórica entre os países, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que dificilmente Teerã retomará as negociações, “porque temos uma experiência muito amarga de conversar com os americanos”.
  • Em relação às falas de autoridades americanas de progresso nas negociações dias antes dos ataques ao Irã, Araqchi disse que “Ainda assim, decidiram nos atacar. Então, não acho que conversar com os americanos ainda esteja em nossa agenda”.
  • Dessa forma, o país não parece disposto a ceder facilmente às pressões do governo americano, e ações recentes reforçam essa postura, como a escolha do filho de Khamenei como novo líder supremo, após Trump descrever essa sucessão como “inaceitável”.

 

Bom desempenho do real: Na sessão de ontem, o real voltou a se destacar entre as moedas mais líquidas de melhor desempenho. A valorização ocorreu inclusive antes da reversão parcial do dólar no exterior observada após as declarações de Donald Trump, indicando que fatores domésticos impactaram a dinâmica cambial.

  • O principal vetor por trás da resiliência do real parece ser o afastamento do Brasil das tensões geopolíticas globais.
  • Como o país não está diretamente envolvido nos conflitos em curso no Oriente Médio e é relativamente pouco afetado por seus desdobramentos, acaba figurando como uma das economias emergentes onde investidores encontram condições mais previsíveis para alocação de capital em um ambiente internacional adverso.
  • Além disso, o bom desempenho das empresas do setor energético brasileiro diante dos preços mais altos do petróleo tem gerado entradas de divisas na bolsa local, contribuindo adicionalmente para a apreciação da moeda.
  • Outro elemento que ajuda a limitar pressões depreciativas é o nível ainda elevado da taxa de juros. O diferencial de juros permanece relevante e segue oferecendo proteção ao investidor estrangeiro.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 127803Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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