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Abertura de Câmbio

By: Leonardo Rossetti, Market Intelligence Analyst

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Câmbio deve repercutir ata do Copom e conflito no Oriente Médio

Cotações (09h00min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,25 (+0,3%)
Dollar Index (DXY): ~99,32 pontos (+0,2%)

O conflito no Oriente Médio segue repercutindo nos mercados financeiros. Após a fala de Donald Trump sobre “conversas muito boas e produtivas” entre EUA e Irã ontem, o governo iraniano negou as conversas, o que contribui para uma leve retomada da aversão ao risco nas primeiras horas dessa manhã. Na agenda nacional, a ata referente à última reunião do Copom reforçou o caráter de “serenidade e cautela” por parte da autoridade monetária, deixando em aberto os próximos passos do Comitê.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) – 08h00min.
  • Relatório semanal de empregos privados nos EUA (ADP) – 09h15min.
  • Prévia dos Índices Gerentes de Compras (PMI) industrial e de serviços dos EUA de março (S&P Global) – 10h45min.
  • Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Richmond de março – 11h00min.
  • Palestra do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael S. Barr – 19h30min.

Ata do Copom

Em linha com o comunicado divulgado após a decisão, o documento reafirmou a postura de “serenidade e cautela” na condução da política monetária e deixou em aberto os próximos passos do comitê, afirmando que segue analisando possíveis impactos inflacionários causados pelo conflito no Oriente Médio.

  • A autoridade monetária reconheceu sinais de desaceleração da inflação e da atividade econômica, fatores que, em condições normais, sustentariam um processo mais claro de flexibilização monetária.
  • Entretanto, as incertezas relacionadas a uma possível reaceleração inflacionária decorrente do conflito no Oriente Médio foram destacadas como um ponto de atenção.
  • Nesse contexto, o comunicado não trouxe orientação futura (forward guidance), em linha com a prática atual do BC de evitar ruídos na comunicação. A única indicação explícita foi a de que novas informações serão continuamente incorporadas à avaliação do comitê.

 

Por que isso é importante: A sinalização de que o Banco Central possa ser mais cauteloso na realização de novos cortes na Selic tende a aumentar o rendimento dos títulos domésticos e favorecer a atração de capitais externos, o que pode fortalecer o real na sessão.

 

Incertezas sobre o conflito no Oriente Médio

A incerteza em relação aos rumos do conflito no Oriente Médio se intensificou nesta semana após declarações conflitantes entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã.

  • Na segunda-feira (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” e que determinou o adiamento, por cinco dias, de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana, condicionado ao avanço das negociações.
  • O Irã, contudo, negou ter participado de qualquer diálogo com os Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqher Ghalibaf, apontado como interlocutor pelo lado iraniano, declarou que nenhuma conversa ocorreu.
  • “Nenhuma negociação foi realizada com os EUA, e notícias falsas estão sendo usadas para manipular os mercados financeiro e de petróleo e para escapar do atoleiro em que Estados Unidos e Israel se encontram”, publicou nas redes sociais.
  • Ainda assim, o Ministério das Relações Exteriores do Irã mencionou iniciativas para reduzir tensões.
  • Paralelamente, notícias desta manhã indicam que o Irã continua lançando ondas de mísseis contra Israel, enquanto sistemas de defesa foram acionados em Teerã após relatos de explosões em diversos pontos da capital.

 

Por que isso é importante: Ontem, o recuo de Trump gerou valorização de ações e moedas de países emergentes, além de queda acentuada do petróleo tipo Brent para níveis próximos de US$ 100 por barril, revertendo o forte movimento de aversão ao risco causado por suas ameaças no fim de semana e pelas promessas de retaliação do Irã.

  • Diante da possibilidade de que a desescalada não tenha ocorrido de fato, esses ganhos ficam ameaçados na terça-feira, o que pode levar o dólar a voltar a subir e prejudicar o real, que havia se beneficiado do alívio de ontem.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 128733Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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