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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir ata do Copom, tensão no Oriente Médio e dados americanos

 

Cotações (09h20min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,95 (-0,4%)
= Dollar Index (DXY): ~98,5 pontos (0,0%)

 

Em dia de agenda cheia, o mercado de moedas deve repercutir a divulgação da ata da última decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), a disputa entre EUA e Irã pelo controle do Estreito de Ormuz e a divulgação de dados econômicos americanos.

 

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Ata da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (BC) – 08h00min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 09h30min.
  • Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços de abril dos EUA (ISM) – 11h00min.
  • Pesquisa de abertura de vagas e turnover (JOLTS) de março dos EUA (BLS) – 11h00min.
  • Palestra da vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman – 11h00min.
  • Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michael Barr – 13h30min.

Disputa pelo controle do Estreito de Ormuz

Investidores continuam atentos ao noticiário vindo do Oriente Médio, em meio a relatos de que EUA e Irã batalham pelo controle da navegação no Estreito de Ormuz.

  • Ontem, os Estados Unidos afirmaram que destruíram seis pequenos navios da Marinha iraniana, enquanto Teerã afirmou ter atacado um navio de guerra americano. Ambos negam a informação da contraparte.
  • A Coreia do Sul afirmou que um de seus navios mercantes sofreu uma explosão e um incêndio, enquanto o Emirados Árabes Unidos afirmou que um terminal de exportação portuária de petróleo foi atacado por mísseis iranianos.

Por que isso é importante: Um cenário de maior aversão ao risco tende a favorecer o desempenho de ativos considerados “portos seguros” para momentos de estresse e incerteza, fortalecendo o dólar globalmente.

  • Por outro lado, a alta dos preços internacionais do petróleo tende a beneficiar países exportadores da commodity, como o Brasil.

 

Ata do Copom

Investidores reagem, também, à divulgação da ata da última decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,75% para 14,50% ao ano.

  • Na ata, o Copom justifica seu corte pelas evidências de que o longo período de condições financeiras mais restritiva está desacelerando a economia do país.
  • Por outro lado, o documento afirma que ainda não há tendências claras para a duração e extensão das pressões inflacionárias causadas pelo conflito no Oriente Médio, e que, por isso, a “magnitude e duração do ciclo [de cortes de juros]” ainda serão determinadas no futuro.

Por que isso é importante: As sinalizações de maior cautela e possível desaceleração no ritmo de cortes da Selic tendem a elevar as apostas de manutenção dos juros em patamares elevados, o que pode fortalecer o real.

 

Dados econômicos americanos

Por fim, investidores reagem à divulgação de indicadores econômicos americanos, a saber, o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços de abril e a Pesquisa de abertura de vagas e turnover (JOLTS) de março.

Por que isso é importante: Os indicadores devem continuar apontando para uma economia americana mais aquecida, o que, em meio a pressões inflacionárias por conta das restrições à oferta global de petróleo, devem diminuir as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve.

  • Isso, por sua vez, favorece o rendimento dos títulos do Tesouro do país (Treasuries) e contribuem para o fortalecimento global do dólar.

O que esperar: A mediana das estimativas para o PMI de serviços é de suave desaceleração no seu ritmo de alta, de 54,0 pontos em março para 53,7 pontos em abril.

  • Já a mediana das estimativas para o JOLTS é que o número de vagas em aberto nos EUA tenha diminuído levemente, de 6,88 milhões em fevereiro para 6,83 milhões em março.

 

    TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

    image 130784Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
    • Moedas

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