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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Mercados devem refletir otimismo com acordo no Oriente Médio, enquanto aguardam por encontro entre Lula e Trump

Cotações (09h10min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,91 (-0,2%)
Dollar Index (DXY): ~97,9 pontos (-0,1%)

O mercado de divisas deve seguir repercutindo, na sessão desta quinta-feira, a melhora na percepção de risco associada à possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que possa viabilizar a reabertura progressiva do Estreito de Ormuz e a normalização dos fluxos marítimos. Nesse ambiente, observa-se nova acomodação nos preços do petróleo, bem como recuo do dólar, ainda que em intensidade mais contida do que ontem. Além disso, investidores estarão atentos à notícias relacionadas ao encontro programado entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de março (IBGE) – 09h00min.
  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego (DOL) – 09h30min.
  • Expectativa de inflação dos consumidores de abril (Fed de Nova Iorque) – 12h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari - 14h00min.
  • Balança comercial de abril (Secex) – 15h00min.
  • Palestra presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack - 15h05min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams - 16h30min.

Recuo do petróleo sinaliza possível novo dia de apetite por riscos

Nas primeiras horas do pregão, os mercados apresentam dinâmica semelhante à da véspera, ainda que em menor intensidade, com recuo nos preços do petróleo e enfraquecimento do dólar em âmbito global.

  • Esse movimento reflete a continuidade da reprecificação associada à expectativa de normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz, que permanece significativamente comprometido desde o início de março.
  • Na sessão anterior, essa melhora no ambiente externo se traduziu em alta das bolsas globais e valorização generalizada de moedas, em um contexto de maior apetite por risco.

 

Por que isso é importante: A redução das tensões geopolíticas tende a mitigar a aversão global ao risco, favorecendo ativos considerados mais arriscados e, em contrapartida, reduzindo a atratividade relativa do dólar em escala internacional.

  • Nesse contexto, o real tende a se beneficiar desse ambiente, embora ontem a movimentação da moeda brasileira tenha sido inversa à tendência global.

 

Desempenho recente do real: Apesar do ambiente externo mais favorável na véspera, o real não acompanhou plenamente o movimento observado em outras divisas.

  • A moeda brasileira foi pressionada por fatores domésticos, com destaque para a atuação do Banco Central via leilão no mercado cambial.
  • Além disso, o movimento recente de valorização mais intensa do real reduziu pode ter reduzido o ímpeto comprador no curto prazo, favorecendo uma realização parcial de ganhos.
  • A queda do petróleo também deve ter atuado de forma marginalmente negativa ontem, considerando o perfil exportador da economia brasileira e a sensibilidade do câmbio aos termos de troca.

 

Perspectiva para a sessão: Para o pregão de hoje, parte desses vetores tende a perder intensidade, abrindo espaço para uma maior convergência do real com o movimento observado em outras moedas emergentes.

  • Caso o ambiente externo mais favorável ao risco se mantenha, deve haver espaço para apreciação da moeda brasileira frente ao dólar.

 

Encontro entre Trump e Lula: Um potencial ponto de descolamento para o real ao longo da sessão, contudo, é o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para hoje.

  • Do lado brasileiro, a agenda deve incluir tentativas de redução de tarifas sobre exportações e de encerramento de investigações comerciais em curso.
  • Por parte dos Estados Unidos, temas ligados ao acesso a commodities brasileiras e pressões sobre preços de produtos exportados podem ganhar espaço nas discussões.
  • Dada a sensibilidade desses temas, eventuais sinalizações oriundas do encontro podem gerar volatilidade adicional no câmbio ao longo do dia.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 130957Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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