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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir inflação ao produtor nos EUA e falas de dirigentes do Federal Reserve

Nesta quarta-feira (15), o mercado de divisas deve seguir acompanhando os indicadores de preços nos EUA, mas dessa vez na esfera do produtor, o que deve favorecer os investidores a calibrarem suas expectativas para a trajetória inflacionária no país. Simultaneamente, as falas de dirigentes do Federal Reserve e os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã devem permanecer no radar dos mercados.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio no Brasil (IBGE) – 09h00min.
  • Índice de Preços ao Produtor (PPI) americano de junho (BLS) – 09h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Willians – 09h45min.
  • Sabatina do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na Câmara dos Representantes dos EUA – 11h00min.
  • Palestra da conselheira do Federal Reserve, Lisa Cook – 14h00min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 19h30min.

Inflação ao produtor nos EUA

As projeções para a leitura de junho do Índice de Preços ao Produtor (PPI) apontam para uma estabilidade, após dois meses de altas de mais de 1,0% que superaram as expectativas.

  • Com a leitura, a expectativa é que a inflação ao produtor acumulada em 12 meses desacelere de 6,5% para 6,2%, indicando um possível alívio dos custos repassados aos consumidores.

 

Por que isso é importante: Dados de inflação mais fracos tendem a reduzir as expectativas de que o Federal Reserve eleve os juros no curto prazo, o que pode enfraquecer o dólar globalmente e favorecer o desempenho do real.

 

Leitura benigna do CPI: Na véspera, a leitura do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de junho apresentou deflação de 0,4%, acima das estimativas de 0,1%.

  • Apesar da leitura benigna da inflação, dirigentes do Federal Reserve (Fed) reiteraram cautela. O presidente da autoridade monetária, Kevin Warsh, afirmou que os dados foram "positivos em relação às expectativas", mas evitou declarar "missão cumprida".
  • Warsh também disse que precisa de "melhores dados para informar a tomada de decisão" e que os formuladores de política terão um "bom debate em família" sobre a extensão e o momento de uso das ferramentas de política monetária.
  • O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, classificou o relatório como "surpreendentemente benigno" e "encorajador", mas afirmou que precisaria "de vários meses a mais" de dados semelhantes para se sentir confiante.
  • Nesta quarta-feira, Warsh terá seu segundo dia de sabatina no Congresso americano. Além dele, outras autoridades do Fed realizarão palestras ao longo do dia. As declarações dos dirigentes podem ajudar os investidores a calibrarem suas expectativas.

 

Escalada militar no Oriente Médio pressiona mercados

Os Estados Unidos reimplantaram o bloqueio naval contra portos iranianos e iniciaram nova rodada de ataques militares na região do Estreito de Ormuz, em resposta aos ataques iranianos contra navios comerciais e bases americanas na região.

  • A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou fechar "todos os outros corredores de exportação" que beneficiem os EUA e seus aliados, sinalizando possível fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb através dos aliados Houthis no Iêmen.
  • Trump ameaçou atacar usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana caso Teerã não retome as negociações.

 

Por que isso é importante: A intensificação do conflito no Oriente Médio tende a aumentar a aversão ao risco nos mercados globais, prejudicando o desempenho de ativos considerados mais arriscados, como moedas de países emergentes.

  • Além disso, o conflito eleva os preços do petróleo, o que pode gerar pressões inflacionárias globais, embora, a moeda de países exportadores da commodity, como o Brasil, também possam se favorecer pela alta.

 

Pesquisa eleitoral mostra ampliação da vantagem de Lula

Pesquisa eleitoral divulgada nesta manhã mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para oito pontos percentuais em um eventual segundo turno.

  • No primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto contra 28% de Flávio.
  • No segundo turno, o presidente tem 45% contra 37% do senador.

 

Por que isso é importante: O reforço do cenário de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aumentar a percepção de riscos políticos de ativos nacionais por investidores, enfraquecendo o real.

 

Receios fiscais: Nos últimos meses, investidores já haviam reagido negativamente a notícias relacionadas ao ciclo eleitoral, como após a definição das pré-candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

  • Na prática, as reações recentes dos agentes do mercado financeiro revelam uma preferência pela eleição de um novo presidente, que poderia ser mais conservador em sua política fiscal.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 134266Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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