
Abertura de Câmbio
Câmbio deve refletir cenário eleitoral brasileiro e intervenção do BC

- Moedas
By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Cotações (09h03min):
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,14 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~99,7 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda carregada, o mercado de divisas deve repercutir as decisões de taxa básica de juros nos EUA e Brasil. Apesar de praticamente houver um consenso sobre as decisões dessa quarta (uma alta pelo Fed e um corte pelo Copom), os investidores buscam por sinalizações para calibrar suas expectativas para a condução da política monetária nos países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
Nesta tarde, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deve aumentar sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., do intervalo de 3,50% - 3,75% para a faixa de 3,75% - 4,00% ao ano.
Por que isso é importante: A alta de juros pelo Federal Reserve deve elevar o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e favorecer a atração de capitais estrangeiros para o país, fortalecendo o dólar globalmente.
Riscos inflacionários elevados: Tanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) quanto ao Produtor (PPI) aceleraram em agosto em linha com as expectativas, puxados pelo aumento dos preços de combustíveis e outros derivados de petróleo.
Alta de juros provável: Por isso, os indicadores econômicos recentes cristalizaram as apostas de investidores de que o FOMC deve elevar sua taxa de juros do intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano para a faixa entre 3,75%.
E depois? Se uma alta de juros na decisão desta quarta parece certa, há dúvida considerável sobre quais serão os próximos passos do Fed.
No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano, após o fechamento dos mercados.
Por que isso é importante: A redução da taxa básica de juros (Selic) deve reduzir o rendimento dos títulos domésticos, o que tende a prejudicar a atração de capitais externos para o país, enfraquecendo o real.
Inflação e atividade econômica favorecem cortes: A leitura de agosto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de agosto foi benigna, indicando uma desaceleração da inflação acumulada em 12 meses de 4,44% para 4,22%, mais próximo do centro da meta.
Fatores de risco altistas para inflação: Com a recente reescalada das tensões no Oriente Médio, os preços do Brent acumulam alta de mais de 15% no mês e voltaram ao patamar dos US$ 100 por barril, elevando as preocupações de pressões inflacionárias globais.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.
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