Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Banner Currencies

Câmbio deve refletir decisão de juros nos EUA e Brasil

Cotações (09h03min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,14 (-0,1%)
Dollar Index (DXY): ~99,7 pontos (+0,1%)

Em dia de agenda carregada, o mercado de divisas deve repercutir as decisões de taxa básica de juros nos EUA e Brasil. Apesar de praticamente houver um consenso sobre as decisões dessa quarta (uma alta pelo Fed e um corte pelo Copom), os investidores buscam por sinalizações para calibrar suas expectativas para a condução da política monetária nos países.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho – 09h00min.
  • Vendas do varejo americano de agosto (Census) – 09h30min.
  • Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 14h00min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – 15h00min.
  • Projeções Econômicas Sumarizadas do Federal Reserve - 15h00min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh – 15h30min.
  • Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) – 18h30min.

Decisão de juros do FOMC

Nesta tarde, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deve aumentar sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., do intervalo de 3,50% - 3,75% para a faixa de 3,75% - 4,00% ao ano.

  • Junto da decisão, serão divulgadas as Projeções Econômicos Sumarizadas com as expectativas dos diretores para as principais variáveis macroeconômicas americanas, bem como a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Kevin Warsh.
  • Tais eventos devem contribuir para os investidores calibrarem suas expectativas para os próximos passos da política monetária norte-americana.  

 

Por que isso é importante: A alta de juros pelo Federal Reserve deve elevar o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e favorecer a atração de capitais estrangeiros para o país, fortalecendo o dólar globalmente.

 

Riscos inflacionários elevados: Tanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) quanto ao Produtor (PPI) aceleraram em agosto em linha com as expectativas, puxados pelo aumento dos preços de combustíveis e outros derivados de petróleo.

  • O núcleo do CPI, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, aumentou em 0,3% em agosto, acima da estimativa mediana, enquanto os preços de serviços excluindo habitação também subiram mais que o esperado, em 0,5%.
  • Tal leitura sugere que as pressões inflacionárias permanecem persistentes e disseminadas nos Estados Unidos.
  • Adicionalmente, a perspectiva de uma longa permanência de restrições logísticas no Golfo Pérsico levou os preços internacionais do petróleo novamente acima do patamar de US$ 100 por barril, sinalizando que os custos de itens energéticos devem permanecer elevados por mais tempo.
  • Por sua vez, os números mais fortes do Relatório da Situação do Emprego de agosto apontam para um mercado de trabalho mais saudável e estável, reforçando que o balanço de riscos da economia americana está muito mais inclinado para a inflação do que para o desemprego.

 

Alta de juros provável: Por isso, os indicadores econômicos recentes cristalizaram as apostas de investidores de que o FOMC deve elevar sua taxa de juros do intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano para a faixa entre 3,75%.

  • Contribui para essas apostas, também, a postura mais firme assumida pelo presidente do Fed, Kevin Warsh, em seu discurso no Simpósio de Jackson Hole, quando descreveu um balanço de riscos assimétrico e inclinado para a inflação antes mesmo dos dados mais recentes.
  • Warsh havia sugerido que o banco central americano poderia aumentar os juros se a inflação no país não estiver retornando à meta de 2% anuais “de forma clara e a uma velocidade suficiente”.
  • As leituras recentes do CPI e do PPI dificilmente atenderiam esse critério de estabilização de preços descrito por Warsh.
  • Dado esse contexto, uma hipotética escolha pelo Federal Reserve em não aumentar juros nesta decisão provavelmente provocaria a mesma reação negativa observada na decisão de julho, possivelmente ainda mais intensa.

  

E depois? Se uma alta de juros na decisão desta quarta parece certa, há dúvida considerável sobre quais serão os próximos passos do Fed.

  • Warsh é crítico notório do uso de guias futuros (“foward guidance”) e se recusa a comentar sobre cenários e alternativas para a política monetária e, por isso, provavelmente não indicará se outras altas de juros ocorrerão no curto prazo.
  • De toda forma, investidores apostam em uma sequência de elevação de juros pelo Fed, com outras três altas até o final de 2027.

 

Decisão de juros do Copom

No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano, após o fechamento dos mercados.

  • Segundo as projeções do último Boletim Focus, esta seria a última mudança da Selic no ano.
  • Contudo, investidores buscam por sinalizações da autoridade monetária quanto à possibilidade de mais cortes ainda neste ano.

 

Por que isso é importante: A redução da taxa básica de juros (Selic) deve reduzir o rendimento dos títulos domésticos, o que tende a prejudicar a atração de capitais externos para o país, enfraquecendo o real.

 

Inflação e atividade econômica favorecem cortes: A leitura de agosto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de agosto foi benigna, indicando uma desaceleração da inflação acumulada em 12 meses de 4,44% para 4,22%, mais próximo do centro da meta.

  • O núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, também indicou alívio das pressões inflacionárias, desacelerando de 0,25% para 0,20%.
  • Além disso, nos últimos meses, os indicadores têm indicado arrefecimento da atividade econômica. A variação do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano desacelerou de 1,10% para 0,5%, o que reduziu o crescimento acumulado em quatro trimestres de 2,00% para 1,90%.
  • A moderação da inflação e atividade econômica nos últimos meses reforçaram as apostas de mais um corte da Selic pelo Copom.
  • Contudo, existem fatores de risco importantes para os próximos meses, que podem levar a uma interrupção do ciclo de ajustes.

 

Fatores de risco altistas para inflação: Com a recente reescalada das tensões no Oriente Médio, os preços do Brent acumulam alta de mais de 15% no mês e voltaram ao patamar dos US$ 100 por barril, elevando as preocupações de pressões inflacionárias globais.

  • No cenário doméstico, a taxa de desemprego a taxa de desemprego está em 5,3%, próxima das mínimas históricas, favorecendo a leitura de mercado de trabalho robusto e possíveis pressões inflacionárias decorrentes de uma demanda mais aquecida.
  • Por fim, as projeções de um El Niño forte no final do ano também devem elevar a cautela da autoridade monetária, uma vez que o fenômeno tem potencial de prejudicar a produção de produtos agrícolas.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 137581Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.